Pais de Ravi Zaparoli, de 7 meses, haviam acusado médicos de receitar medicamentos errados; ele morreu após quatro dias
Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou falhas médicas no atendimento a Ravi Andrade Zapparole, um bebê de 7 meses que morreu em maio deste ano em Pitangueiras, com suspeita de dengue. O documento cita a prescrição de dosagens de dipirona (indicada para maiores de 15 anos), dramin (indicado para maiores de 6 anos) e bromopromida (contraindicado para menores de 1 ano).
Possíveis Falhas Médicas
O IML destaca três pontos que sugerem erros médicos: a dosagem de dipirona prescrita, a prescrição de dramin para um bebê de 7 meses e a prescrição de bromopromida, contraindicada para sua idade. A superdosagem de dipirona, segundo o laudo, pode ter agravado o quadro de choque do bebê, embora não haja comprovação técnica definitiva dessa relação.
Reação dos Pais e Investigação
Os pais de Ravi, Tatiana Andrade dos Santos e Paulo César dos Santos, já haviam acusado os médicos de receitarem medicamentos contraindicados. Eles chegaram a realizar protestos e registrar um boletim de ocorrência. A morte de Ravi é investigada pela Polícia Civil de Pitangueiras, que deve ouvir os responsáveis pelo atendimento à criança. O advogado da família, Leonardo Afonso Pontes, afirma que o laudo do IML é uma prova importante para a responsabilização civil e, possivelmente, criminal dos envolvidos.
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Desfecho e Alerta
Com o laudo, o caso pode evoluir para homicídio culposo, uma vez que há indícios de negligência médica. A Santa Casa e a Prefeitura de Pitangueiras ainda não se manifestaram sobre o laudo. O caso serve como alerta sobre a importância da responsabilidade no atendimento médico, especialmente em casos envolvendo crianças. A família busca justiça e reparação pelos danos sofridos.



