Um dos disparos matou uma gerente de loja que passava pela avenida Independência; MP pediu novamente a prisão do agente
Laudo policial aponta ausência de indícios de roubo em caso de PM que matou jovem
Um laudo da Polícia Civil divulgado nesta quinta-feira não encontrou indícios de que os dois jovens atingidos por disparos de um policial militar (PM) na zona sul de Ribeirão Preto tenham tentado assaltar o policial. Um dos tiros resultou na morte de Júlia Ferraz, de 27 anos, gerente de loja que passava pelo local.
Pedido de prisão preventiva do PM
O Ministério Público pediu novamente a prisão preventiva de Maicon de Oliveira dos Santos, o PM envolvido. O promotor de justiça Marco Stúlio Nicolino aguarda a avaliação do pedido. Para o promotor, há diversos motivos para a prisão, principalmente considerando que o incidente ocorreu devido a uma discussão banal de trânsito, e que o PM disparou uma arma de alto poder letal em local movimentado, colocando outras pessoas em risco. O processo de soltura é mais demorado, mas caso o PM seja preso, o julgamento pelo Tribunal do Júri pode ocorrer no próximo ano.
Depoimentos e versões divergentes
No dia 14 de atrássto, Maicon chegou a ser preso em flagrante, mas foi liberado na audiência de custódia. O laudo da perícia indica que um único tiro atingiu o pulmão e o coração de Júlia. O advogado da família cobra a prisão do PM, classificando o crime como grave e cometido em via pública, com potencial para vitimar outras pessoas. As outras duas vítimas, Luca dos Santos (18 anos) e Gustavo Scandius (26 anos), passam bem. Os jovens afirmaram ter se envolvido em uma briga de trânsito com o PM momentos antes dos disparos. O PM alegou legítima defesa, afirmando ter sido vítima de uma tentativa de assalto. Outro laudo, da Superintendência da Polícia Técnico-Científica, analisou a possibilidade de uma tentativa de roubo, mas concluiu que não é possível afirmar tal fato com base nas imagens analisadas. Maicon foi denunciado por dupla tentativa de homicídio e homicídio consumado por motivo fútil e atrásra é considerado réu. A defesa do PM optou por não comentar o laudo policial.



