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Laudo não descarta morte de estudante por choque elétrico em escola

Lucas Costa Souza, de 13 anos, morreu em novembro de 2018 quando sofreu uma parada cardiorrespiratória e caiu de uma grade
morte por choque elétrico
Lucas Costa Souza, de 13 anos, morreu em novembro de 2018 quando sofreu uma parada cardiorrespiratória e caiu de uma grade

Lucas Costa Souza, de 13 anos, morreu em novembro de 2018 quando sofreu uma parada cardiorrespiratória e caiu de uma grade

Laudo do IML não descarta choque elétrico na morte de estudante

Morte em escola municipal

O laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML), divulgado nesta quarta-feira, não afirma, mas também não descarta a possibilidade de que a morte do estudante Lucas Costa de Souza, de 13 anos, tenha sido causada por um choque elétrico. O adolescente faleceu em novembro, dentro de uma escola municipal, após cair de uma grade de três metros de altura enquanto tentava pegar uma bola. Ele sofreu uma parada cardiorrespiratória.

Responsabilidades da escola

Para o Ministério Público, o laudo, apesar de não ser conclusivo, esclarece muitas dúvidas e aponta para a responsabilidade da escola. Perícia do Instituto de Criminalística constatou fios em curto-circuito, além de pontas de fios encostadas na estrutura metálica e na lagem onde o estudante subiu. O promotor Naufeuca afirma que a escola apresentava ausência de manutenção adequada e que a responsabilização civil está configurada. Ele pretende pedir indenização à prefeitura, equivalente a mil salários mínimos, para manutenção das escolas da cidade.

Investigação e ações futuras

O pai do adolescente, Luiz de Souza, afirma que a morte do filho poderia ter sido evitada com manutenção adequada. O advogado da família, Leonardo Ponte, entrará com ação por danos morais e materiais. O Ministério Público, após o acidente, reuniu representantes da prefeitura, bombeiros e do Crea, formando uma força-tarefa para identificar problemas estruturais nas escolas municipais. A promotoria constatou que 98 das 109 escolas da cidade não possuem o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento que atesta a segurança da edificação contra incêndios. A escola onde ocorreu o acidente é uma das que não possuía a documentação necessária.

Após a divulgação dos laudos, uma ação cível será ajuizada contra a prefeitura municipal para reparação dos danos materiais e morais sofridos pela família. O acidente ocorreu no dia 30 de novembro, ao final do período de atividades escolares. Lucas e outros estudantes estavam no pátio e haviam sido dispensados quando o incidente aconteceu.

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