Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
Carlos Alberto Prata, que se entregou às autoridades na Delegacia de Investigações Gerais de Sertãozinho, alega ter agido em legítima defesa ao atirar contra o ex-coordenador em Pradópolis no dia 6 de novembro. A defesa apresentou um laudo médico que busca comprovar o estado psicológico do acusado no momento do crime.
Laudo Médico Aponta Estresse Agudo
De acordo com Roberto Luiz Carose, advogado de Prata, o cliente passou por exames que indicariam um quadro agudo de estresse antes do incidente. O laudo médico indicou que ele foi encaminhado a psicólogos e psiquiatras devido a um quadro depressivo pré-existente. “Um laudo médico, onde ele estava com quadro agudo de estresse, o facultativo médico que atendeu, de pronto remeteu ele a psicóloga, remeteu a psiquiatra, dado o quadro já anterior ao crime de que ele estava depressivo plenamente e uma depressão totalitária”, afirmou o advogado.
Armas Descartadas em Rio
Durante o atentado, Prata utilizou um revólver calibre 38 e uma pistola semi-automática. Segundo o depoimento, ambas as armas foram descartadas em um rio na região. “As armas foram dispensadas no trajeto quando ele saiu da alzina. A primeira coisa que… O primeiro procedimento dele foi dispensar as armas que, segundo ele, lançou próximo ao rio Mogi Guaçu ou no seu interior”, relatou o advogado. Diligências estão sendo realizadas entre Sertãozinho e Pitangueiras para tentar localizar os armamentos.
Leia também
- Fechamento usina demissões direitos trabalhistas: Como fica a situação dos trabalhadores que foram dispensados da Usina Santa Elisa?
- Suspensão usina santa elisa impacto: Quais os impactos indiretos que o fechamento da Usina Santa Elisa tem no mercado?
- Fechamento da usina santa elisa: Raízen anuncia paralisação por tempo indeterminado das atividades da Usina Santa Elisa
Alegação de Legítima Defesa
Em depoimento, Carlos Alberto Prata alegou que se sentia ameaçado e agiu em legítima defesa. Ele afirmou que portava as armas por temer a ação dos seguranças da vítima. “Ele levou as duas armas se a ligação dele levou as duas armas porque ele tinha medo dos seguranças de tentarem alguma coisa com ele. Ele disse que o Dílcio correu e ele apagou. A razão do Dílcio ter corrido ele perdeu a cabeça e ativa”, declarou Prata. A defesa preferiu não comentar sobre as ameaças feitas pelas redes sociais.
Carlos Alberto Prata está detido na cadeia de Jaboticabal e será indiciado por homicídio doloso duplamente qualificado, devido a motivo fútil e sem chances de defesa à vítima. O caso continua sob investigação para esclarecer todos os detalhes do ocorrido.



