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Laudo sobre acidente que matou três em Franca confirma que veículo estava em alta velocidade

Veículo estava a 100 km/h em via em que o limite era 60 km/h, segundo Polícia Civil; apenas um ocupante do carro sobreviveu
acidente Franca alta velocidade
Veículo estava a 100 km/h em via em que o limite era 60 km/h, segundo Polícia Civil; apenas um ocupante do carro sobreviveu

Veículo estava a 100 km/h em via em que o limite era 60 km/h, segundo Polícia Civil; apenas um ocupante do carro sobreviveu

Um trágico acidente em Franca, no dia 31 de outubro, resultou na morte de três jovens e deixou um adolescente ferido. O carro, dirigido por Cairo César Cruz, de 23 anos, atingiu uma velocidade de 100 km/h, 60% acima do limite permitido na Avenida Paulo VI, que é de 60 km/h. O veículo desgovernado colidiu com uma árvore, ceifando a vida de Mariana Luisa de Souza, de 19 anos, Carolina Rodrigues Borges e Bruna Cintra Justino, ambas com 20 anos.

Laudo Aponta Excesso de Velocidade

O laudo da Polícia Científica indica que o excesso de velocidade foi um fator determinante no acidente. A perícia constatou que o sistema de freios funcionou corretamente, mas, devido à alta velocidade, o veículo foi arrastado por 40 metros após a frenagem. Se Cairo César estivesse dentro do limite de velocidade, o arrasto seria de apenas 20 metros. A defesa contesta o laudo, argumentando que, em alta velocidade, o ponto de impacto seria o muro de uma residência próxima e não o canteiro central.

Investigação Apura Consumo de Álcool

A polícia está analisando imagens de câmeras de segurança de uma padaria onde os jovens teriam estado antes do acidente. Há suspeitas de que o grupo tenha consumido bebidas alcoólicas no local. Caso seja comprovado que Cairo César ingeriu álcool, ele poderá ser indiciado por homicídio doloso, quando há intenção de matar ou se assume o risco de matar. O advogado de defesa nega que seu cliente tenha consumido álcool.

Famílias Buscam Justiça

As famílias das vítimas clamam por celeridade na investigação e punição dos responsáveis. José Carlos de Paula Justino, pai de Bruna, expressou a dor da perda e o desejo de que a justiça seja feita. O delegado Daun Matheus Polo, responsável pelo caso, informou que duas testemunhas já prestaram depoimento e que a análise das imagens da padaria é crucial para o andamento das investigações. O delegado informou que não foi possível realizar o exame de sangue no condutor no hospital, pois não havia nenhum familiar para autorizar o procedimento. Cairo César Cruz deve prestar depoimento nos próximos dias.

As autoridades seguem trabalhando para esclarecer todos os detalhes do caso e determinar as responsabilidades pelo trágico acidente.

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