CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Laudo toxicológico do IML aponta que avó estava embrigada em acidente que matou neta

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Rodrigo Prioli
Laudo toxicológico IML
Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Rodrigo Prioli

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Rodrigo Prioli

Um laudo toxicológico do Instituto Médico Legal de Ribeirão Preto revelou que Vilma Parecida da Silva Santos, de 49 anos, estava embriagada no momento do acidente que resultou em sua morte e na de sua neta, Ana Aparecida Alves, de 8 anos, em julho deste ano. O motorista do outro veículo, Matheus José Andrade, de 38 anos, chegou a ser preso em flagrante, sob a acusação de estar sob efeito de álcool e cocaína. Denunciado pelo Ministério Público Estadual por duplo homicídio qualificado, Matheus foi liberado um mês depois por um habeas corpus do Tribunal de Justiça de São Paulo e atrásra responde ao crime em liberdade.

O Laudo e a Defesa

Com a constatação da presença de 1,2 gramas de álcool por litro de sangue no corpo de Vilma Parecida, a defesa de Matheus Andrade, indiciado por embriaguez ao volante e homicídio doloso (quando há intenção de matar), busca atrásra provar que ele não foi o culpado pelo acidente. Daniel Rond, advogado de defesa de Matheus, argumenta que o laudo permitirá demonstrar uma versão dos fatos diferente da apresentada até atrásra, ressaltando que o nível de álcool no sangue de Vilma era o dobro do limite considerado embriaguez pelo Código de Trânsito Brasileiro e que ela cruzou uma via preferencial.

A Perspectiva da Família

Rosangela Santos, filha de Vilma Parecida Santos, expressou sua opinião sobre o resultado do exame, afirmando que isso não altera o curso das investigações. Segundo ela, testemunhas e câmeras de segurança mostraram que Matheus dirigia em alta velocidade. Rosangela enfatiza que, se ele estivesse dentro do limite de velocidade, o acidente não teria ocorrido, independentemente do consumo de álcool por parte de sua mãe. Ela confia na justiça e acredita que o resultado do exame não deve transferir a culpa para a vítima.

Implicações Legais e o Futuro do Caso

Daniel Rond explicou que os exames não comprovaram o uso de álcool e drogas por parte de Matheus, o que levou à revisão da acusação inicial de dolo eventual. O processo para apurar a responsabilidade pelo acidente continua em andamento, e o laudo divulgado pelo IML será incluído nos autos. O acidente ocorreu na Avenida Luzitana, no Parque Ribeirão Preto, quando o carro de Vilma e Ana foi atingido pela picape de Matheus. Testemunhas relataram que Matheus dirigia em alta velocidade e perdeu o controle ao passar por uma lombada, colidindo com o veículo das vítimas.

O caso segue em investigação, com o objetivo de determinar as responsabilidades pelo trágico acidente.

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.