Ouça a coluna ‘CBN Educação Para a Vida’, com o professor João Roberto de Araújo
A recente lei anti-bullying, em vigor desde fevereiro, reacende o debate sobre a violência e a intolerância no ambiente escolar, propondo uma nova abordagem para a convivência em sociedade. Mas, será que essa lei é realmente eficaz e necessária?
A Lei como Sinalização e Direcionamento
A legislação serve como um importante sinalizador, orientando condutas e pressionando para o cumprimento de normas. No contexto do bullying, a lei direciona para a capacitação de professores na prevenção, indo além da simples punição e buscando ações preventivas e planejadas. Essa abordagem sistemática visa reduzir o sofrimento de crianças e adolescentes vítimas de intimidação nas escolas.
O Bullying e a Responsabilidade da Escola
A lei também aborda a situação dos agressores, reconhecendo que muitas vezes eles também sofrem e projetam suas próprias feridas internas de forma violenta. Além disso, a legislação enfatiza a responsabilidade da escola na orientação das famílias, fortalecendo o diálogo entre pais e instituição em busca do bem-estar dos filhos. O objetivo é promover uma cultura de paz e respeito nas escolas, com reflexos positivos nas famílias e na sociedade.
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Desafios e Otimismo na Implementação
Embora existam professores cansados e desmotivados, a maioria demonstra entusiasmo e dedicação em melhorar a qualidade de vida dos alunos. A lei, por si só, não resolve o problema, mas serve como um catalisador para a ação. É fundamental que líderes da educação e professores se comprometam a ir além da dimensão racional do ensino, abrangendo a integridade do ser humano. A educação integral, que inclui o desenvolvimento de competências emocionais e sociais, é essencial para preparar crianças e jovens para a vida.
É importante manter o otimismo e o esforço para que a lei, que reforça a importância da educação emocional e social nas escolas e famílias, se torne uma realidade cada vez mais presente no Brasil.



