Aprovação permitiu a flexibilização da fase vermelha; restaurantes, academias e escritórios terão atendimento presenciais
Em meio à fase vermelha do Plano São Paulo, que restringe o funcionamento de diversos serviços, a cidade de Barretos adotou uma medida que gerou controvérsia. A prefeitura aprovou uma lei que classifica como essenciais vários serviços não considerados como tais pelo governo estadual, permitindo sua reabertura com atendimento presencial.
Flexibilização em Barretos: Atividades Liberadas
A decisão da prefeitura de Barretos permite o funcionamento de academias, shoppings, praças de alimentação, comércio varejista, bares e salões de beleza, contrariando as regras estaduais. Escritórios comerciais também estão autorizados a funcionar presencialmente. A medida, publicada no Diário Oficial após aprovação na Câmara Municipal, foi tomada após reuniões entre a prefeita Paula Lemos, o secretário da Saúde Kleber Rosa e o Ministério Público. Segundo a prefeitura, além das medidas sanitárias, é necessário considerar a situação econômica dos estabelecimentos, muitos fechados há mais de 10 meses.
Implicações e Riscos da Decisão
A flexibilização em Barretos ocorre apesar da alta taxa de transmissão do vírus na cidade (Rt de 1,69), indicando um cenário de risco. A taxa de ocupação de leitos de UTI está próxima de 95%, e a região enfrenta alta demanda. O secretário de Saúde Kleber Rosa afirma que haverá reforço na fiscalização para garantir o cumprimento das medidas de segurança, como a limitação de público (15%) e horários de funcionamento. Entretanto, a decisão contraria o Plano São Paulo e pode ser questionada judicialmente, uma vez que o município só teria autonomia para endurecer, e não flexibilizar, as restrições.
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Contraponto: Serrana Reverte Decisão Similar
Em contraste com a situação de Barretos, a cidade de Serrana, inicialmente, também havia autorizado a abertura de estabelecimentos não essenciais. No entanto, após reconhecer uma falha jurídica, o prefeito Leo Capiteli rapidamente reverteu a decisão, mantendo as restrições em vigor. Essa situação destaca a complexidade da tomada de decisões em um contexto de pandemia, com a necessidade de equilibrar saúde pública e economia, e a importância de seguir as diretrizes legais.
A situação em Barretos demonstra a tensão entre a necessidade de retomada econômica e os riscos sanitários da pandemia. A decisão da prefeitura, embora justificada pela situação econômica local, gera preocupação em relação ao controle da doença, considerando a alta taxa de transmissão e a ocupação hospitalar. O desenrolar dos eventos e as consequências dessa decisão serão acompanhados com atenção.



