A prática ilegal conhecida como “rabeira” voltou a chamar atenção em Ribeirão Preto após um acidente no último fim de semana, quando três jovens caíram ao se segurarem na traseira de um ônibus no bairro Ipiranga. Apesar do susto, eles não sofreram ferimentos graves, mas o caso reforçou o risco desse tipo de conduta no trânsito.
A ocorrência acontece seis meses após a entrada em vigor da lei municipal que prevê multa de R$ 538 para quem for flagrado praticando a infração, além da apreensão da bicicleta e cobrança de taxas para retirada. A medida tem sido acompanhada por operações de fiscalização e ações educativas.
Fiscalização ativa
Segundo a RP Mobi, as fiscalizações continuam sendo realizadas diariamente, tanto por agentes de trânsito quanto pela Guarda Civil Metropolitana. As ações incluem abordagens diretas e operações planejadas com base em denúncias feitas por motoristas.
Os chamados podem ser feitos por canais como o telefone 153 da GCM e o 118 da RP Mobi. Além disso, há um sistema que permite cruzar informações sobre locais e horários com maior incidência da prática, auxiliando no planejamento das operações.
Apreensões e punições
Desde o início das operações, diversas bicicletas foram apreendidas. De acordo com a RP Mobi, apenas uma foi retirada até o momento, após o responsável legal pagar multa, taxas de estadia e remoção. As demais permanecem retidas e podem ser levadas a leilão após 60 dias.
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A fiscalização também identifica danos causados ao patrimônio público, já que muitos praticantes utilizam ganchos e cordas para se prender aos ônibus, o que pode danificar lanternas e outras estruturas dos veículos.
Educação e risco
Além da repressão, o trabalho de conscientização tem sido ampliado com ações em escolas, por meio do programa educativo da RP Mobi. A proposta é alertar crianças e adolescentes sobre os riscos da prática e estimular mudanças de comportamento.
Mesmo com a redução de casos em algumas regiões após as operações, a preocupação segue alta. O risco de acidentes graves é constante, especialmente pela possibilidade de quedas e atropelamentos, agravados por pontos cegos dos ônibus que dificultam a visualização por parte dos motoristas.



