Governo Federal irá rever os conceitos após 10 anos de existência da lei; ouça a coluna ‘ CBN Via Legal’
Após uma década da implementação da lei de cotas (Lei nº 12.711/2012) nas universidades brasileiras, o país se prepara para decidir sobre a manutenção ou revisão do programa. Atualmente, 50% das vagas em cursos de graduação são reservadas a estudantes de escolas públicas, com percentuais adicionais para pretos, pardos, indígenas e pessoas com deficiência, baseados em dados do IBGE.
Pontos Chave em Debate
A discussão sobre a revisão da lei de cotas envolve diversos pontos cruciais. Especialistas em direito educacional, como Dave Prada, apontam a necessidade de melhoria na qualidade do ensino público para combater argumentos contrários às cotas, que frequentemente citam a diferença de desempenho entre alunos de escolas públicas e privadas. Outro ponto de tensão é a definição dos critérios de seleção: a manutenção das cotas raciais ou a adoção de um sistema baseado em critérios socioeconômicos.
Cotas Raciais e o Impacto da Mudança
A possibilidade de substituir as cotas raciais por cotas de renda gera preocupações. Dave Prada argumenta que o preconceito racial ainda é uma realidade no Brasil, e que a eliminação das cotas raciais seria um retrocesso, considerando que cerca de 40% da população brasileira se declara preta ou parda. Manter as cotas raciais, segundo ele, é fundamental para garantir a ascensão social de grupos historicamente marginalizados.
Leia também
O Futuro das Cotas e o Debate Eleitoral
A revisão da lei de cotas certamente terá grande impacto no cenário político. Dado o número significativo de brasileiros afetados pela lei, o tema se configura como um ponto importante no debate eleitoral, com candidatos se posicionando sobre a questão e apresentando propostas para o futuro do programa. A discussão deve se estender pelo Congresso Nacional, envolvendo Câmara e Senado, e culminando em uma decisão presidencial.