Matéria passa a valer, mas sem as alterações propostas pelos vereadores; Bruno Silva comenta o teme no ‘De Olho na Política’
O prefeito de Ribeirão Preto, Ricardo Silva, sancionou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que prevê um orçamento superior a R$ 5,5 bilhões. Porém, 140 emendas parlamentares, totalizando mais de R$ 233 mil, foram vetadas pelo chefe do Executivo.
Prioridades do Orçamento
As prioridades da administração municipal para o próximo ano incluem a construção de um corredor de ônibus nas avenidas do Tanquinho e do Rio Pardo, obras de microdrenagem e a implantação de uma policlínica no quadrilátero central da cidade. Essas iniciativas representam os investimentos estratégicos do governo para melhorar a mobilidade urbana e a infraestrutura de saúde.
Justificativas e Polêmica dos Vetos
A justificativa oficial para os vetos foi a incerteza econômica gerada por conflitos internacionais e o aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos durante a gestão Trump. Entretanto, essa justificativa tem sido questionada por especialistas e parlamentares, que apontam a discrepância entre o valor relativamente baixo das emendas vetadas e o orçamento total. A dúvida recai sobre a relação direta entre as tarifas internacionais e a decisão de vetar todas as emendas, considerando que o impacto dessas tarifas sobre a arrecadação municipal ainda não está claro e afetou setores específicos da economia local.
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Próximos Passos e Implicações
As emendas vetadas são resultado de um processo político que incluiu audiências públicas e demandas da população. A falta de clareza na origem dos recursos para execução de algumas emendas também pode ter contribuído para os vetos. Com o retorno dos trabalhos legislativos, a discussão sobre a Lei Orçamentária Anual (LOA), que será encaminhada à Câmara em breve, deve trazer o tema novamente à tona, abrindo espaço para negociações entre o Executivo e o Legislativo. A LDO define as metas e prioridades para a elaboração da LOA, que detalha as receitas e despesas previstas para o ano. Portanto, os vetos podem afetar projetos e investimentos locais, dependendo das negociações futuras.