Ouça a coluna ‘CBN Economia’, com Nelson Rocha Augusto
Nesta semana, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, anunciou que dos quase 51 bilhões de reais arrecadados com a repatriação de ativos, 38,5 bilhões irão para o governo federal, e o restante será dividido entre estados e municípios.
Repatriação de Ativos e suas Implicações
Embora abaixo das expectativas iniciais, a arrecadação de 51 bilhões de reais via repatriação de ativos é um resultado positivo. O dinheiro assegura o cumprimento da meta orçamentária, que previa um déficit de 170 bilhões para o governo federal. A arrecadação adicional contribui para mitigar os efeitos da baixa atividade econômica e a consequente queda na arrecadação de impostos.
Decisão do Federal Reserve
O Federal Reserve (Banco Central dos EUA) manteve a taxa de juros entre 0,25% e 0,5% ao ano. Apesar da recuperação da economia americana e da geração de empregos, o Fed optou pela manutenção da taxa, evitando riscos inflacionários. A decisão indica uma possível alta na taxa de juros em dezembro, um movimento gradual em direção à normalização da política monetária americana. Esta gradualidade é importante para evitar choques no mercado e manter a estabilidade econômica.
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Perspectivas para o Futuro
A decisão do Federal Reserve demonstra cautela e busca uma volta gradual à normalidade da taxa de juros. A expectativa é que a taxa de juros nos EUA chegue a 5% apenas em cinco ou seis anos. Essa política de aumento gradual acalma os mercados globais e contribui para a estabilidade econômica internacional. A arrecadação via repatriação, somada à postura cautelosa do Federal Reserve, contribui para um cenário de maior segurança econômica no Brasil e no mundo.