Quais os direitos dos usuários? Os preços dos planos serão impactados? Ouça a entrevista do médico José Sebastião dos Santos
O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que os planos de saúde são obrigados a cobrir tratamentos e procedimentos que não constam na lista da Agência Nacional de Saúde (ANS), desde que atendam a critérios específicos.
Impactos da Nova Lei para a Sociedade
A decisão do STJ, que antes considerava a lista da ANS como taxativa, foi revertida. Agora, planos de saúde podem ser obrigados a cobrir tratamentos fora do rol, desde que haja comprovação de eficácia, aprovação da Anvisa e recomendação de órgãos renomados. Isso impacta positivamente os pacientes, que antes tinham dificuldades para acessar tratamentos não listados. Porém, para as empresas, isso pode significar aumento de custos e, consequentemente, de preços para os clientes.
Pontos de Vista Divergentes
Médicos e especialistas em saúde pública debatem os impactos dessa mudança. Há quem defenda a necessidade de atualização constante dos profissionais de saúde para que indiquem os tratamentos mais eficazes e evitem o uso desnecessário de recursos. Por outro lado, há preocupações com o aumento de custos para os planos de saúde, que poderiam repassar esses custos para os consumidores. A falta de clareza na relação entre os planos de saúde, o sistema público (SUS) e os pacientes também é um ponto crítico, gerando um ciclo vicioso de custos e dificuldades de acesso.
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Considerações Finais
A nova lei representa uma vitória para os pacientes, ampliando o acesso a tratamentos. No entanto, a implementação eficaz requer clareza, transparência e um diálogo constante entre os diferentes atores envolvidos: pacientes, planos de saúde, profissionais de saúde e o poder público. A busca por um equilíbrio entre o acesso a tratamentos inovadores e a sustentabilidade financeira do sistema de saúde é fundamental para garantir um atendimento de qualidade para todos.



