Em falta nos estabelecimentos estatais, medicamento de alto custo é destinado a crianças alérgicas
Falta de Leite Especial em Ribeirão Preto: Um Problema que Permanece
A falta de leite especial para crianças alérgicas à proteína do leite de vaca em Ribeirão Preto é um problema crônico que se agrava a cada dia. Reportagens da CBN expuseram a situação em diversas ocasiões, com a última em julho deste ano denunciando a falta do produto na farmácia de autocusto do governo estadual por dois meses. Este leite, um direito constitucional, é essencial para a saúde de bebês e crianças, que chegam a consumir até 20 latas por mês, cada uma custando cerca de R$200.
Desespero das Famílias e Impotência do Poder Público
Cristina Cerni, do grupo Amigo Solidário, relatou o aumento da gravidade da situação, com diversos tipos de leite em falta. Mães desesperadas buscam soluções, recorrendo até mesmo ao Ministério Público. Simone Silva Garcia, mãe de uma criança dependente do leite, descreve o desespero de ver a saúde da filha em risco devido à falta do produto. A ausência do leite representa um custo altíssimo para as famílias, que precisam arcar com o valor exorbitante das latas, que custam quase R$ 200,00 e duram apenas 3 dias.
Consequências da Falta do Leite Especial e a Posição do Governo
O nutrólogo infantil Renato Zorzo explica as graves consequências da falta do leite especial, detalhando as reações alérgicas que podem afetar as crianças, incluindo diarreia, dor abdominal, distensão abdominal, sangue nas fezes e problemas de pele. Não existem medicamentos que amenizem os sintomas, sendo o leite especial a única solução. O governo estadual, mesmo após notificações e ações do Ministério Público, ainda não justificou plenamente a falta do produto, alegando em nota anterior problemas jurídicos com o fornecedor. No Brasil, estima-se que 1 em cada 20 crianças com até um ano de idade sofre de alergia à proteína do leite de vaca, tornando esse problema de saúde pública ainda mais relevante.
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A falta de leite especial em Ribeirão Preto expõe a fragilidade do sistema de saúde pública em garantir o acesso a medicamentos e suplementos essenciais para crianças com necessidades especiais. A urgência em solucionar esse problema é inquestionável, demandando uma resposta eficaz e imediata do poder público para evitar danos irreversíveis à saúde das crianças afetadas.



