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Leite Lopes registra o menor número de passageiros dos últimos sete anos

Aeroporto fechou 2017 com fluxo de 867.500 passageiros, valor 5,9% menor que no ano anterior
Leite Lopes passageiros
Aeroporto fechou 2017 com fluxo de 867.500 passageiros, valor 5,9% menor que no ano anterior

Aeroporto fechou 2017 com fluxo de 867.500 passageiros, valor 5,9% menor que no ano anterior

A novela da reforma do Aeroporto Leite Lopes, em Ribeirão Preto, ganhou um novo capítulo. A Secretaria Nacional de Aviação Civil informou ao Jornal da Cidade que os R$ 88 milhões liberados serão destinados apenas à ampliação do terminal de passageiros, e não à reforma da pista.

Recursos e divergências

Essa informação contradiz a declaração do governador do estado em março. Enquanto o governo estadual afirma ter autorizado recursos para melhorias na pista, a União direciona os investimentos apenas para o terminal. Há divergências sobre a responsabilidade pela reforma da pista, com o governo estadual alegando precisar de autorização federal para iniciar as obras.

Números em queda e reflexões

O Aeroporto Leite Lopes registrou o menor volume de passageiros dos últimos sete anos em 2022, com 867 mil passageiros. Embora os números tenham apresentado uma leve melhora em 2023, o número de aeronaves que pousaram e decolaram foi menor em comparação ao mesmo período do ano anterior. Essa situação levanta questionamentos sobre a prioridade entre a ampliação do terminal de passageiros e a reforma da pista.

Investimentos e futuro

Para o diretor presidente da Tead Terminais Aeroportuários do Brasil, Carlos Ernesto de Campos, a modernização do terminal é importante, mas não adianta sem melhorias na pista e no pátio de aeronaves. Ele destaca um investimento de R$ 54 milhões em um terminal de cargas que ainda não teve retorno devido à falta de infraestrutura na pista. O projeto de reforma da pista já teria sido entregue ao DAESP e encaminhado ao governo federal, com previsão de conclusão das licitações até o dia 1º de julho. A falta de infraestrutura adequada impede o aeroporto de se consolidar como internacional, apesar de já operar voos internacionais de carga.

O DAESP informou que irá verificar as informações do governo federal, afirmando ter sido pego de surpresa pela mudança de planos. A situação demonstra a complexidade e os entraves burocráticos que atrasam melhorias essenciais em um aeroporto de grande importância para a região.

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