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Levantamento aponta dificuldade em 93% dos hospitais em diagnosticarem casos de varíola dos macacos

Presidente do Sindicato do Hospitais, Yussif Ali Mere, explica como as unidades de saúde estão tentando driblar o problema
varíola dos macacos
Presidente do Sindicato do Hospitais, Yussif Ali Mere, explica como as unidades de saúde estão tentando driblar o problema

Presidente do Sindicato do Hospitais, Yussif Ali Mere, explica como as unidades de saúde estão tentando driblar o problema

A varíola dos macacos (monkeypox) tem apresentado desafios significativos para hospitais particulares no Brasil, principalmente no que diz respeito ao diagnóstico e realização de exames. Um levantamento recente feito pelos sindicatos de hospitais do estado de São Paulo revelou que 93% dessas unidades de saúde enfrentam dificuldades nesse processo, conforme pesquisa realizada entre 10 e 26 de atrássto, envolvendo 76 hospitais privados (25% na capital e 75% no interior), somando 2.864 leitos de UTI e 7.376 leitos clínicos.

Diagnóstico e Exames: Dificuldades Enfrentadas

De acordo com Yusuf Aliméri Junior, presidente do sindicato dos hospitais do estado de São Paulo, a principal dificuldade reside na escassez de exames e na demora para obter resultados. Muitas vezes, os hospitais precisam enviar os exames para a rede pública, como o Instituto Adolfo Lutz, enfrentando atrasos na devolução dos resultados. Essa demora no diagnóstico, que pode ultrapassar uma semana, impacta diretamente no tratamento, pois o paciente precisa ser tratado e isolado como infectado desde a suspeita, gerando ansiedade tanto para o paciente quanto para sua família.

A Importância da Prevenção e da Vacinação

Embora a varíola dos macacos não apresente uma disseminação tão rápida quanto a Covid-19 (não se transmitindo pelo ar), a prevenção é crucial. O contato físico com indivíduos infectados, suas roupas e objetos pessoais, exige cautela. A falta de imunização em crianças representa um fator de preocupação adicional, já que a vacinação contra a varíola foi interrompida no Brasil há mais de 30 anos. A disponibilidade limitada de vacinas (apenas 50 mil doses, segundo informações do Ministério da Saúde) também agrava a situação, sendo insuficiente para vacinar todos os contatos de infectados.

A Necessidade de Ação Urgente

A situação exige uma resposta rápida e eficaz do Ministério da Saúde. O aumento da disponibilidade de exames e vacinas é fundamental para conter o avanço da doença e proteger a população, especialmente as crianças. A demora no diagnóstico e a escassez de recursos dificultam o combate à varíola dos macacos, podendo levar a problemas futuros mais graves. A experiência e o conhecimento adquirido com outras epidemias devem ser utilizados para garantir uma resposta mais eficiente e proteger a saúde pública.

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