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Levantamento aponta estabilidade dos MEIs criados nos últimos dois anos

De acordo com Serasa Experian, 88% dos Microempreendedores Individuais registrados neste período continuam ativos
MEIs criados
De acordo com Serasa Experian, 88% dos Microempreendedores Individuais registrados neste período continuam ativos

De acordo com Serasa Experian, 88% dos Microempreendedores Individuais registrados neste período continuam ativos

O economista Luiz Rabi, da Serasa Experian, revelou dados surpreendentes sobre a taxa de sobrevivência de microempresas individuais no Brasil. Um levantamento inédito da Serasa, analisando mais de 750 mil MEIs abertos no primeiro semestre de 2017, mostrou que 88% continuam ativas dois anos depois.

Resiliência das Microempresas

Apesar das dificuldades econômicas, a grande maioria dos MEIs permanece ativa. Embora 12% encerraram suas atividades, esse resultado demonstra resiliência no cenário de crescimento econômico lento. Um dado ainda mais animador: 2,7% dessas empresas conseguiram expandir seus negócios e mudar sua natureza jurídica, indicando sucesso e crescimento.

Setores de Destaque

Entre os setores com maior sucesso, o comércio varejista de gêneros alimentícios se destacou, com 3,4% das empresas mudando de categoria, acima da média. Serviços de alimentação também apresentaram bom desempenho, com 2,4% de crescimento. Esses dados apontam para a força do setor alimentício no empreendedorismo brasileiro.

Perfil do Microempreendedor

A pesquisa indica que muitos microempreendedores são pessoas que perderam empregos formais e buscaram alternativas de renda. A estagnação do mercado formal de trabalho impulsionou o empreendedorismo individual, principalmente em setores com baixo investimento inicial, como venda de alimentos caseiros, cosméticos e serviços de reparo.

Apesar do cenário desafiador, a alta taxa de sobrevivência dos MEIs demonstra a capacidade de adaptação e resiliência dos empreendedores brasileiros. A persistência desses negócios, mesmo diante de dificuldades econômicas, é um sinal positivo para o empreendedorismo nacional. A estabilização da inadimplência, observada em julho, também sugere uma possível melhora no cenário econômico, embora a recuperação completa dependa de um crescimento econômico mais robusto e da geração de empregos formais.

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