Pesquisa foi realizada com 7.505 alunos com idades de zero a 14 anos em 33 unidades de ensino; médico endocrinologista comenta
Um levantamento realizado pela Divisão de Nutrição Escolar da Secretaria Municipal de Educação de Ribeirão Preto indicou que 36% dos estudantes de 0 a 14 anos apresentam excesso de peso. Em 2024, Levantamento aponta que 36% dos estudantes, foram acompanhados 7.505 alunos matriculados em 33 unidades de ensino, com o acompanhamento feito por profissionais e estudantes do curso de nutrição de diferentes universidades.
De acordo com o estudo, 59% dos alunos possuem estado nutricional adequado para a idade, conforme os parâmetros estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), enquanto 2% estão abaixo do peso ideal.
Resultados do levantamento: A nutricionista Ellen Vassimon, da Divisão de Nutrição Escolar, explicou que o acompanhamento permitiu adequar o cardápio escolar e atualizar a formação dos profissionais que atuam nas escolas. Para os próximos anos, a intenção é ampliar o número de alunos monitorados e fortalecer a proximidade com os professores para realizar formações específicas.
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Contexto histórico e implicações para a saúde
O endocrinologista Rodrigo Custódio destacou que dados nacionais já indicavam, entre 2008 e 2009, que 33% das crianças entre 5 e 9 anos tinham excesso de peso, com cerca de 14% apresentando obesidade. Ele ressaltou que os atuais 36% apontados em Ribeirão Preto indicam uma manutenção ou até um aumento discreto desse problema.
“Esse ganho excessivo de peso, a partir de um determinado limite, começa a levar problemas sérios de saúde, como diabetes mellitus, alterações no colesterol, pressão alta, acúmulo de gordura no fígado e dificuldades respiratórias durante o sono”, afirmou o médico.
Recomendações para alimentação e prevenção: O especialista recomendou o estímulo ao consumo de frutas, verduras, legumes e fibras, além da redução do consumo de alimentos processados e ultraprocessados, ricos em gorduras, açúcares e sal. Ele enfatizou a importância de uma alimentação mais natural e saudável para prevenir o excesso de peso e suas consequências.
Rodrigo Custódio também alertou que famílias com histórico de pressão alta, colesterol elevado e diabetes devem redobrar a atenção, pois crianças nessas condições têm maior propensão a desenvolver excesso de peso e complicações associadas.
“É fundamental evitar o consumo habitual de alimentos ultraprocessados, mesmo aqueles que apresentam alertas nas embalagens sobre alto teor de gordura, sal ou açúcar adicionado”, destacou.
Informações adicionais
O acompanhamento nutricional nas escolas e a educação alimentar são estratégias importantes para enfrentar o problema do excesso de peso infantil. A conscientização sobre a leitura de rótulos e a escolha de alimentos mais naturais podem contribuir para a prevenção de doenças crônicas desde a infância.



