Criminosos fazem parecer que a cena do crime foi um encontro consensual; ouça a coluna ‘CBN Comportamento’
A denúncia de estupro contra três jogadores do Botafogo reacendeu o debate sobre a cultura do estupro e a violência contra a mulher. É importante ressaltar que, apesar da gravidade da acusação, as investigações ainda estão em andamento e não há condenação definitiva.
O que caracteriza o estupro?
Segundo a psicóloga Daniela Zeote, o estupro é definido pela ausência de consentimento. Não importa o tipo de relação sexual ou o uso da força; se não houve consentimento explícito, configura-se o crime. É crucial entender que “não” significa “não”, em qualquer circunstância, antes, durante ou depois do ato. A especialista destaca que, em alguns países, o estupro conjugal só passou a ser reconhecido como crime a partir de 1991.
Perfil do agressor e a importância da denúncia
A psicóloga aponta que a maioria dos casos de estupro envolve agressores próximos à vítima. Estereótipos como o “machão” ou o indivíduo isolado e agressivo podem estar presentes, mas não são regras. O ponto comum é a incapacidade de respeitar o “não” e a visão da vítima como objeto. Daniela enfatiza que o estupro é frequentemente um crime de repetição, cometido por indivíduos que desumanizam suas vítimas. É essencial que as mulheres denunciem, pois a culpa nunca é da vítima.
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A discussão sobre o consentimento e a importância da denúncia são cruciais para combater a violência sexual. A conscientização sobre o tema e a quebra do silêncio são passos fundamentais para proteger as mulheres e punir os agressores. A participação da psicóloga Daniela Zeote trouxe luz a um assunto delicado, reforçando a necessidade de uma mudança cultural para erradicar a cultura do estupro.