Quem fala sobre esta ocupação é o engenheiro agrônomo e piloto, João Carlos Freire Júnior
O mercado de trabalho está em constante transformação, e uma profissão que tem ganhado destaque é a de piloto de drone, principalmente no agronegócio. Com salários que podem chegar a R$ 10 mil, essa área atrai cada vez mais profissionais qualificados.
Demanda e treinamento
A demanda por pilotos de drones no setor agrícola é alta, impulsionada pela modernização das técnicas de pulverização e monitoramento de lavouras. Embora os drones sejam automatizados, o profissional precisa de treinamento específico para planejar as operações, lidar com defensivos agrícolas e interpretar informações em tempo real. A experiência prática é fundamental, complementando a formação teórica.
Segurança e legislação
A segurança é prioridade. A legislação, regulamentada pelo DECEA (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), define regras para autorização de voo, distância de áreas urbanas e aeroportos, e altura de operação. Os voos são realizados em baixa altitude e com alcance visual, minimizando riscos de acidentes. A utilização de drones não substitui totalmente os aviões na pulverização aérea, mas democratiza o acesso a essa tecnologia, especialmente para produtores com áreas menores.
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Como ingressar na profissão
Para quem se interessa pela área, o primeiro passo é buscar informações em plataformas como YouTube e Instagram, seguindo perfis de pilotos e empresas do setor. A busca por treinamento prático em empresas locais é crucial. O curso CAR (Certificação de Autorização de Remoto) é obrigatório. Embora não seja necessário ter formação em agronomia, o conhecimento em agricultura é valioso, e a CNH é um requisito legal. A colaboração com um engenheiro agrônomo responsável pela aplicação de produtos químicos garante a segurança e a qualidade do trabalho.



