Ribeirão teve 54 casos de Aids no ano passado; infectologista, Karen Morejón, fala das doenças sexualmente transmissíveis
Uma pesquisa recente do IBGE revelou que apenas 22,8% dos brasileiros com mais de 18 anos utilizam preservativos durante as relações sexuais, cerca de 26,6 milhões de pessoas. Entre jovens de 15 a 24 anos, o índice é ainda menor: 56,6% usam camisinha. Esses dados preocupantes acendem um alerta sobre o risco de transmissão de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs).
HIV em Ribeirão Preto e no Brasil
O HIV é uma das principais preocupações. A taxa de detecção no Brasil é de 25,2 por 100 mil habitantes, com maior incidência em homens brancos entre 20 e 39 anos com mais de 12 anos de estudo. Em Ribeirão Preto, foram notificados 54 casos de AIDS em 2022, com uma taxa de detecção de 10,4 por 100 mil habitantes. A infectologista Karen Morejón destaca o aumento de diagnósticos em idosos, tanto por novos casos quanto pelo envelhecimento de pacientes diagnosticados anteriormente. Ela atribui esse aumento a uma combinação de fatores: falta de informação sobre prevenção na juventude, vida sexual ativa na terceira idade e a subestimação do risco de infecção nessa faixa etária.
Sífilis e outras DSTs
Além do HIV, a sífilis também se destaca em Ribeirão Preto, com uma taxa de detecção de 159,6 por 100 mil habitantes. A médica reforça a importância da conscientização sobre as DSTs e a prevenção, especialmente em períodos como o Carnaval. A informação sobre prevenção está disponível, mas a médica acredita que a forma como essa informação é disseminada precisa ser mais eficaz, atingindo um público mais amplo.
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Prevenção e Qualidade de Vida
A Dra. Morejón enfatiza que, apesar da falta de cura, o HIV é uma doença controlável com tratamento adequado, permitindo uma vida normal, inclusive com possibilidade de constituir família. A médica alerta para a importância do diagnóstico precoce, pois o diagnóstico tardio pode levar a complicações mais graves. Ela destaca ainda a existência da profilaxia pré e pós-exposição (PrEP e PEP), métodos disponíveis na rede pública para reduzir o risco de infecção pelo HIV.



