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Levantamento aponta que as mulheres são mais conscientes no trânsito do que os homens

Índices de acidentes com mortes e de multas são menores quando envolvem condutoras; dados são do Infosiga
consciência feminina no trânsito
Índices de acidentes com mortes e de multas são menores quando envolvem condutoras; dados são do Infosiga

Índices de acidentes com mortes e de multas são menores quando envolvem condutoras; dados são do Infosiga

Neste Dia do Trânsito, dados revelam um cenário interessante: mulheres são menos propensas a causar acidentes graves. De acordo com o Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga), motoristas mulheres apresentam índices positivos, como menor número de multas e acidentes fatais.

Mulheres e a direção defensiva

Uma motorista de aplicativo, Luciana Tavares, com mais de 23 anos de experiência, atribui sua direção prudente à responsabilidade familiar. Com duas filhas pequenas, a prevenção se tornou prioridade. A atenção redobrada, aliada à utilização de aplicativos de transporte, reforça a segurança tanto para ela quanto para seus passageiros. Os dados do Infosiga corroboram essa percepção: em 2022, 92,7% dos motoristas mortos em acidentes de trânsito eram homens, enquanto apenas 7,3% eram mulheres.

Comparativo de acidentes: dados estatísticos

Um estudo realizado pelo aplicativo Zig, em parceria com a Unicamp e com base em dados da CNT (Confederação Nacional do Transporte), IBGE e Denatran, aponta que mulheres se envolvem em menos acidentes do que homens. Em colisões traseiras, por exemplo, mais de 75% foram causadas por homens, enquanto em engavetamentos, a proporção é semelhante. Cintia Pinheiro, embaixadora de um aplicativo de transporte voltado para o público feminino, reforça que a prudência feminina ao volante é um diferencial importante, principalmente no transporte de crianças e idosos.

A psicologia por trás do volante

A psicóloga especialista em trânsito, Melissandra Verusca, explica que a cautela e a praticidade são características marcantes da conduta feminina no trânsito, contrastando com a competitividade e a busca por adrenalina frequentemente associadas aos homens. A cultura de incentivo a jogos e brincadeiras de carrinho desde a infância, contribui para uma maior propensão masculina a comportamentos de risco no trânsito, como ultrapassagens perigosas e excesso de velocidade. A prudência das mulheres, mesmo em acidentes, resulta em situações menos graves, pois elas tendem a evitar o abuso de velocidade.

Em suma, as estatísticas apontam para um perfil de conduta mais defensiva entre as mulheres, contribuindo para um trânsito mais seguro. A responsabilidade familiar e a busca pela praticidade parecem ser fatores preponderantes nesse comportamento.

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