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Levantamento aponta que aumentaram os casos de câncer de mama em mulheres com menos de 35 anos

É o maior índice dos últimos dois anos, que passou de 2% para 5% do total; oncologista Cristiane Mendes comenta
câncer de mama jovens
É o maior índice dos últimos dois anos, que passou de 2% para 5% do total; oncologista Cristiane Mendes comenta

É o maior índice dos últimos dois anos, que passou de 2% para 5% do total; oncologista Cristiane Mendes comenta

A incidência de câncer de mama em mulheres jovens está em alta, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Mastologia. Entre 2020 e 2022, 5% dos casos foram registrados em mulheres com menos de 35 anos, um aumento significativo em comparação aos 2% de anos anteriores.

Aumento de Casos e a Necessidade de Diagnóstico Precoce

Esse aumento acende um alerta para a necessidade de um diagnóstico precoce. A médica oncologista Cristiane Mendes destaca a importância da informação e a possibilidade de antecipar o início do rastreio. A recomendação anterior de iniciar os exames aos 40 anos pode precisar ser revista, considerando essa nova realidade.

Recomendações para a Saúde da Mulher

A partir dos 20 anos, ou com o início da atividade sexual, as mulheres devem realizar consultas regulares com o ginecologista e realizar o autoexame das mamas. O autoexame permite que a mulher conheça a textura normal de suas mamas e identifique qualquer alteração, como caroços. A detecção precoce de qualquer anormalidade é crucial para um tratamento eficaz.

O rastreio, por meio de mamografia, é recomendado a partir dos 40 anos. No entanto, mulheres com histórico familiar de câncer de mama em parentes de primeiro grau (mãe, irmã) ou primos de primeiro grau, especialmente em idades mais jovens (abaixo de 50 anos), devem iniciar o rastreio mais cedo. A avaliação genética também é importante para identificar predisposição hereditária.

Prevenção e Hábitos Saudáveis

Além do rastreio precoce, hábitos de vida saudáveis são fundamentais para a prevenção do câncer de mama. Manter o peso ideal, praticar atividades físicas regularmente, evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool são medidas que contribuem para reduzir o risco. A hereditariedade representa de 5% a 13% dos casos, sendo crucial a atenção a histórico familiar de câncer de mama em parentes próximos, especialmente se o diagnóstico ocorreu antes dos 50 anos. Em casos de histórico familiar significativo, a avaliação genética pode ser recomendada, inclusive para a prole.

Em resumo, a conscientização sobre o aumento da incidência de câncer de mama em mulheres jovens é fundamental. A combinação de exames regulares, autoexame, hábitos saudáveis e atenção ao histórico familiar são essenciais para um diagnóstico precoce e um tratamento eficaz.

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