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Levantamento aponta que cerca de 60% dos pacientes atendidos com intoxicação são crianças

Médico pediatra Ivan Savioli Ferraz comenta sobre o que pode causar essa situação e quais as idades que mais preocupam
intoxicação infantil
Médico pediatra Ivan Savioli Ferraz comenta sobre o que pode causar essa situação e quais as idades que mais preocupam

Médico pediatra Ivan Savioli Ferraz comenta sobre o que pode causar essa situação e quais as idades que mais preocupam

A intoxicação medicamentosa em crianças é um problema de saúde pública preocupante no Brasil. Dados do Sistema Nacional de Informação Tóxico-Farmacológica apontam mais de 245 mil casos em 18 anos, com 240 mortes registradas na faixa etária de 1 a 4 anos. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, cerca de 60% dos pacientes atendidos por intoxicação são crianças nessa faixa etária.

Fatores de Risco e Prevenção

A fase oral, característica das crianças menores de dois anos, onde tudo é levado à boca, contribui significativamente para o risco de ingestão acidental de medicamentos e produtos de limpeza. A curiosidade infantil e a atratividade de alguns produtos, com cheiros agradáveis, agravam a situação. A prevenção é crucial e envolve medidas como guardar medicamentos em locais altos e inacessíveis, utilizar embalagens com fechamento seguro e evitar a automedicação na frente das crianças, pois elas imitam os adultos. É importante também manter o menor número possível de medicamentos em casa e evitar o uso de recipientes que possam confundir as crianças (ex: garrafas de refrigerante para produtos de limpeza).

Substâncias Perigosas e Cuidados Adicionais

Embora todo medicamento possa ser perigoso se ingerido sem indicação médica, alguns merecem atenção especial. A nafazolina, descongestionante nasal, é um exemplo. Mesmo em pequenas quantidades, pode causar efeitos colaterais graves em crianças, especialmente recém-nascidos, podendo levar à internação em UTI. A orientação médica é fundamental para o uso adequado de qualquer medicamento, e é importante questionar a necessidade de medicação para cada sintoma, lembrando que muitos sintomas infantis se resolvem espontaneamente.

A conscientização dos pais e responsáveis é fundamental para reduzir os casos de intoxicação infantil. Medidas preventivas, como as citadas acima, aliadas à busca por orientação médica adequada, podem salvar vidas e garantir a segurança das crianças.

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