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Levantamento aponta que cidades da região podem sofrer crise hídrica

Estão na zona de risco as cidades: Ribeirão Preto, Barretos, Batatais, Bebedouro e Altinópolis
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Estão na zona de risco as cidades: Ribeirão Preto, Barretos, Batatais, Bebedouro e Altinópolis

Estão na zona de risco as cidades: Ribeirão Preto, Barretos, Batatais, Bebedouro e Altinópolis

São Paulo corre risco de crise hídrica pior que a de 2014

Reservatórios em Níveis Críticos

O estado de São Paulo enfrenta a pior estiagem dos últimos quatro anos, com algumas cidades sem chuvas significativas há mais de três meses. Os principais reservatórios estão com níveis inferiores aos de 2013, período que antecedeu a crise hídrica de 2014. O Sistema Cantareira, por exemplo, está com apenas 40% da capacidade, próximo ao nível de alerta, enquanto em 2013 estava próximo a 60%. O professor Augusto José Pereira Filho, da USP, afirma que o estado caminha para uma crise hídrica semelhante à de 2014.

Medidas de Racionamento e Multas

De acordo com levantamento da CBN, quase 100 cidades paulistas já adotaram medidas para evitar os efeitos da seca. Municípios como Ribeirão Preto, Batatais, Barretos, Bebedouro e Altinópolis estão entre os afetados. Em Barretos, com mais de 90 dias sem chuvas significativas, será aplicada uma campanha de conscientização com multas para quem desperdiçar água. Bebedouro adotará medida semelhante a partir de 1º de atrássto. Batatais, com 90 dias sem chuva, já iniciou o racionamento em alguns períodos do dia. Ribeirão Preto, apesar de 66 dias sem chuva, apresenta situação mais confortável devido à utilização do Aquífero Guarani, mas recomenda-se economia de água.

Gestão e Conscientização como Fatores Cruciais

Para o ambientalista Paulo Finotti, uma eventual crise hídrica não se deve apenas à falta de chuvas, mas também à falta de gestão eficiente dos recursos hídricos, tanto por parte do poder público quanto da população. A falta de planejamento, vazamentos na rede pública e consumo desordenado são apontados como problemas. Cidades como Casa Branca (143 dias sem chuva) e Piracicaba (125 dias) registram os piores índices do estado. A situação exige ações urgentes de gestão e conscientização da população para evitar uma crise de grandes proporções.

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