Objetivo dessas pessoas é ter mais flexibilidade; ouça o comentário de David Forli Inocente na coluna
O mercado de trabalho está em transformação, impulsionado pela busca por flexibilidade. Uma pesquisa recente, envolvendo mais de 15 mil pessoas no Brasil e globalmente, revelou que dois em cada cinco trabalhadores considerariam mudar de emprego em busca de modelos de trabalho mais híbridos.
Flexibilidade e Autonomia: Os Desejos dos Trabalhadores
A pesquisa aponta que a flexibilidade é o principal desejo dos trabalhadores. Mais da metade dos entrevistados (53%) preferem um modelo que permita trabalho remoto em pelo menos 50% do tempo. Além disso, a pesquisa destaca a importância da autonomia para os colaboradores, permitindo conciliar trabalho com vida pessoal, projetos paralelos e hobbies. Essa busca por autonomia reflete uma tendência crescente: o futuro do trabalho se concentra cada vez mais em resultados e menos em empregos tradicionais, com os trabalhadores buscando a possibilidade de viabilizar projetos pessoais.
O Desafio para as Lideranças: Garantir a Entrega e Valorizar o Trabalho
Para que o modelo híbrido de trabalho funcione, as empresas precisam garantir a clareza das entregas e recompensar ou, pelo menos, valorizar o trabalho realizado. Isso envolve duas estratégias principais: aprimorar as políticas internas de acompanhamento de desempenho e garantir que os líderes conheçam profundamente suas equipes, compreendendo suas entregas e necessidades individuais. A pesquisa indica que 72% dos entrevistados (incluindo gerentes e trabalhadores) acreditam que a jornada semanal pode ser revisada, seja para mais ou para menos, desde que haja adaptação.
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Em resumo, a pesquisa evidencia uma mudança significativa no mercado de trabalho, com os trabalhadores buscando maior flexibilidade e autonomia. Para as empresas, o desafio é adaptar-se a essa nova realidade, garantindo a entrega de resultados e valorizando seus colaboradores em um modelo de trabalho híbrido que se consolida cada vez mais.