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Levantamento aponta que os poluentes gerados pelos incêndios na região podem chegar a outros estados

Brasil registra cerca de 47 mil internações por problemas respiratórios desencadeados pelas queimadas todos os anos
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Brasil registra cerca de 47 mil internações por problemas respiratórios desencadeados pelas queimadas todos os anos

Brasil registra cerca de 47 mil internações por problemas respiratórios desencadeados pelas queimadas todos os anos

Os incêndios florestais causam impactos devastadores à saúde, com consequências que vão além das regiões afetadas diretamente. Um estudo revelou um número alarmante: mais de 47 mil internações anuais são atribuídas a problemas respiratórios decorrentes da inalação de partículas tóxicas liberadas pelas queimadas.

Impacto respiratório e cardiovascular

As partículas finas geradas pelos incêndios, muitas vezes invisíveis a olho nu, penetram profundamente no sistema respiratório, causando danos aos pulmões e desencadeando problemas cardiovasculares. Idosos, crianças e pessoas com condições pré-existentes, como problemas respiratórios ou cardíacos, são os mais vulneráveis. A gravidade dos efeitos varia de acordo com a proximidade da fonte de fumaça e a intensidade da exposição. A comparação com a disseminação de um vírus é pertinente, pois essas partículas se espalham amplamente, atingindo regiões distantes do local do incêndio.

Dispersão da poluição e alcance regional

Pesquisas demonstram o alcance significativo da poluição gerada pelas queimadas. Um estudo realizado entre 2010 e 2011 mostrou que poluentes de São Paulo alcançaram Ribeirão Preto, a 300 quilômetros de distância. Isso indica que os incêndios em uma região podem afetar estados vizinhos, ampliando o impacto na saúde pública. Queimadas em áreas rurais, como as de Ribeirão Preto e Batatais, podem ser ainda mais tóxicas que incêndios urbanos, liberando metais pesados como mercúrio e chumbo.

Prevenção e proteção

Em períodos de estiagem, é crucial adotar medidas preventivas. Para quem reside ou trabalha próximo a áreas de risco, fechar portas e janelas é fundamental. Utilizar umidificadores ou panos úmidos ajuda a melhorar a qualidade do ar. O uso de máscaras, além de proteger contra a COVID-19, filtra partículas tóxicas da fumaça, minimizando os riscos à saúde respiratória e cardiovascular. A conscientização sobre os perigos das queimadas e a adoção de medidas de proteção são essenciais para minimizar os impactos negativos na saúde da população.

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