Nos últimos cinco anos, 410 pessoas morreram em acidentes, deste total, 204 são motociclistas; número é mais de 40% do total
Nos últimos cinco anos, Que quatro em cada 10 mortes no trânsito de Ribeirão Preto são de motociclistas, Ribeirão Preto registrou 410 mortes no trânsito, das quais 204 foram de motociclistas, representando mais de 40% do total de vítimas. Em 2019, 37 motociclistas perderam a vida em acidentes; em 2020, foram 38; em 2021, 50; e nos dois últimos anos, o número chegou a 79 mortes no trânsito envolvendo motos.
Comportamento e fatores de risco: Para Melissandra Verusca da Silva, psicóloga e especialista em comportamento, o elevado índice de mortes está relacionado ao comportamento dos motociclistas. Segundo ela, a pressa para chegar ao trabalho ou cumprir metas, aliada ao estresse, leva muitos a desrespeitar as leis de trânsito, acelerando e ignorando sinalizações que existem para garantir a segurança dos condutores.
Ela destaca que as sinalizações não são impostas para limitar a velocidade ou o trânsito, mas sim para indicar pontos perigosos e evitar acidentes. Em um trânsito cada vez mais congestionado, motociclistas disputam espaço com carros, muitas vezes arriscando-se ao passar entre veículos ou pelo meio-fio, colocando em risco suas vidas e a de pedestres.
Desafios no trânsito de Ribeirão Preto
O trânsito na cidade é considerado difícil, com relatos frequentes de desrespeito entre motoristas e motociclistas. Muitos motociclistas afirmam que é comum serem fechados por carros e que é necessário estar sempre atento para evitar acidentes. A falta de consciência e responsabilidade no trânsito, associada ao estresse e à impaciência do cotidiano, contribui para o aumento dos riscos.
Acidentes recentes e análise técnica: Somente no último fim de semana, dois homens morreram em acidentes de moto na cidade. Um dos casos mais graves ocorreu na Avenida Dom Pedro, na zona norte, onde Manuel de Oliveira, de 48 anos, foi atingido por um carro que realizou uma conversão incorreta. Imagens de câmeras de segurança mostram que o motociclista foi arremessado e colidiu contra um poste.
Rogério Castro, engenheiro especialista em trânsito, explica que os motociclistas estão mais expostos a ferimentos graves em acidentes, diferentemente dos motoristas de carros, que geralmente sofrem danos materiais menores. Ele reforça a necessidade de mudança de comportamento e investimento em educação no trânsito para reduzir os índices de acidentes e mortes.
Educação no trânsito como solução: Castro destaca que o motociclista deve estar mais atento e cuidadoso do que os demais motoristas, compreendendo e respeitando as regras de trânsito. A adoção dessas práticas pode levar à redução dos números de acidentes. Ele cita que países com educação no trânsito mais avançada apresentam índices menores de mortes no trânsito.
Informações adicionais
Os dados apresentados referem-se ao período dos últimos cinco anos em Ribeirão Preto, com destaque para a alta proporção de mortes envolvendo motociclistas. As causas apontadas incluem comportamento de risco, estresse, desrespeito às leis e dificuldades do trânsito local. A educação no trânsito é apontada como medida fundamental para a redução dos acidentes.



