Executivo tem colocado vários espaços em leilão nos últimos anos; ouça o Secretário de Governo, Antônio Daas Abboud
O patrimônio imobiliário da Prefeitura de Ribeirão Preto vem passando por um processo de reorganização e regularização nos últimos anos, envolvendo a venda de alguns imóveis e a recuperação de outros. Segundo informações do secretário de governo, Antônio D’Azabud, em entrevista à CBN, a gestão municipal iniciou um amplo levantamento de áreas pertencentes à prefeitura, muitas delas sem regularização ou utilidade.
Regularização e Leilões de Imóveis
O trabalho de levantamento, realizado por empresa contratada, identificou mais de 2 mil áreas não regularizadas, aumentando o patrimônio imobiliário da prefeitura de R$ 3,5 bilhões para mais de R$ 8 bilhões. A alienação de imóveis, segundo o secretário, concentra-se em áreas acima de 300 metros quadrados e depende de autorização legislativa. Nos últimos quatro anos, foram leiloados 24 imóveis em 2019 e 13 em 2021 no Distrito Industrial. Atualmente, há um edital aberto para a venda de aproximadamente 80 imóveis, com valor estimado entre R$ 90 e R$ 100 milhões. Os recursos arrecadados com esses leilões são destinados exclusivamente à aquisição ou construção de novos imóveis para a prefeitura, não podendo ser utilizados para despesas correntes.
Parque Permanente de Exposições e a UBS Central
Outro ponto abordado foi a situação do Parque Permanente de Exposições, que está em processo de regularização e aglutinação de matrículas. Após a regularização, a prefeitura estudará a melhor destinação para a área, que atualmente se encontra subutilizada. Quanto à compra de um imóvel na Rua São José para instalação da nova UBS central, o secretário confirmou a necessidade da aquisição, justificando que o imóvel escolhido já possui a infraestrutura necessária para funcionar como posto de saúde, representando um custo menor para a prefeitura do que construir ou reformar um novo espaço.
Em resumo, a gestão municipal busca otimizar o uso do patrimônio imobiliário, regularizando áreas, alienando imóveis ociosos e investindo em novas estruturas para atender às necessidades da população. O processo é transparente e conta com a aprovação da Câmara Municipal.



