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Levantamento da ONU indica que 84,5% dos brasileiros têm algum tipo de preconceito com as mulheres

Quem fala deste índice e a falta de políticas públicas para coibir o problema é Bruno Silva na coluna 'De Olho na Política'
preconceito contra mulheres
Quem fala deste índice e a falta de políticas públicas para coibir o problema é Bruno Silva na coluna 'De Olho na Política'

Quem fala deste índice e a falta de políticas públicas para coibir o problema é Bruno Silva na coluna ‘De Olho na Política’

Neste Dia dos Namorados, uma pesquisa da ONU com dados de 80 países trouxe à tona uma realidade alarmante sobre a condição feminina no Brasil. O estudo revelou que 84,5% da população brasileira apresenta algum tipo de preconceito contra as mulheres.

Violência e Preconceito contra a Mulher

A pesquisa da ONU dimensionou o preconceito em quatro áreas: integridade física, educação, política e economia. Os piores indicadores estão relacionados à integridade física, com altos índices de violência contra a mulher, uma realidade presente no cotidiano das cidades brasileiras, evidenciada diariamente nos noticiários policiais. A pesquisa também apontou que quase 40% dos entrevistados demonstram preconceito de gênero na esfera política, acreditando que mulheres são menos capazes ou possuem menos direitos que os homens. Essa percepção se reflete na baixa representatividade feminina em cargos políticos, inclusive em comparação com países com sistemas políticos menos democráticos.

Desigualdade em outras áreas

Além da violência e da desigualdade política, a pesquisa também destaca as disparidades na educação e na economia. Mulheres frequentemente enfrentam salários desiguais em comparação aos homens, mesmo desempenhando as mesmas funções, principalmente em cargos de gestão. Esse preconceito, presente em aproximadamente 85% da população, segundo a pesquisa, demonstra a necessidade de avanços significativos na luta por igualdade de gênero.

Ações necessárias para o futuro

É crucial não apenas celebrar datas comemorativas, mas sim promover ações efetivas para combater o preconceito e a violência contra as mulheres. A naturalização de narrativas machistas em diversos ambientes sociais, inclusive entre as próprias mulheres, exige conscientização e mudanças de comportamento. A pandemia agravou a situação, com diminuição nas denúncias de violência doméstica. Avanços na mentalidade social, juntamente com ações efetivas do Estado para proteger as mulheres, são fundamentais para garantir seus direitos e segurança. A pesquisa ressalta a urgência de enfrentar esses desafios, buscando uma sociedade mais justa e igualitária.

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