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Levantamento da Secretaria da Educação indica que 50% dos alunos perderem interesse nas aulas em Ribeirão

Falta de interesse estaria relacionado ao ensino remoto; ouça o 'De Olho na Política' com Marcelo Fontes
desinteresse dos alunos
Falta de interesse estaria relacionado ao ensino remoto; ouça o 'De Olho na Política' com Marcelo Fontes

Falta de interesse estaria relacionado ao ensino remoto; ouça o ‘De Olho na Política’ com Marcelo Fontes

Vacinação e o retorno às aulas presenciais em Ribeirão Preto

A rede municipal de ensino de Ribeirão Preto enfrenta um impasse quanto ao retorno das aulas presenciais. A prefeitura, o sindicato dos servidores e o Ministério Público divergem sobre o momento ideal para retomar as atividades presenciais. A principal questão em debate é a vacinação completa dos funcionários da educação, com a exigência da segunda dose para todos os profissionais envolvidos, incluindo aqueles que atuam em funções de apoio.

Cronograma de vacinação e divergências

O secretário municipal da Educação, Felipe Elias Miguel, havia proposto o dia 3 de atrássto como data para a volta às aulas. No entanto, essa previsão se choca com a realidade de que alguns profissionais receberam vacinas com intervalo de três meses entre as doses, o que postergaria o retorno para setembro. Essa divergência gerou conflitos entre a prefeitura, o Grupo de Atuação Especial da Educação (GEDUC) do Ministério Público de São Paulo e o sindicato dos servidores, que consideram o retorno prematuro. A falta de consenso sobre o número exato de profissionais vacinados com a primeira dose também contribui para o impasse. Enquanto as campanhas específicas vacinaram 8.600 pessoas, o público-alvo é de 12.000, havendo a possibilidade de que outros profissionais tenham sido imunizados em campanhas para grupos prioritários.

Impacto do ensino remoto e perspectivas futuras

A Secretaria da Educação estima que cerca de 50% dos alunos da rede municipal estão perdendo o interesse pelas aulas remotas, demonstrando o desgaste do sistema online. Essa situação contrasta com a liberação do governo estadual para o retorno presencial de 100% dos alunos, desde que as escolas cumpram as medidas sanitárias necessárias. O ensino remoto prolongado, que já dura mais de um ano e quatro meses, tem impactado negativamente a motivação dos estudantes. A expectativa é que, nos próximos dias, haja um consenso entre as partes envolvidas, buscando uma solução que atenda, pelo menos, à maioria dos envolvidos. A rede municipal de ensino aguarda o cumprimento das exigências do Ministério Público para que o retorno presencial possa ser concretizado.

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