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Levantamento da Sociedade de Cardiologia aponta que, durante a pandemia, o acompanhamento médico caiu 34%

Falta de atendimento pode causar o agravamento de doenças e a demora no diagnóstico de novas patologias
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Falta de atendimento pode causar o agravamento de doenças e a demora no diagnóstico de novas patologias

Falta de atendimento pode causar o agravamento de doenças e a demora no diagnóstico de novas patologias

Um levantamento da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo revelou uma preocupante queda de 33,8% nas consultas ambulatoriais em cardiologia durante a pandemia. Este dado acende um alerta sobre os riscos da falta de prevenção e acompanhamento médico regular para doenças cardiovasculares.

Impacto da Pandemia no Acompanhamento Cardiológico

A redução no número de consultas não se limitou apenas ao acompanhamento de rotina. Houve também uma queda significativa nos procedimentos ambulatoriais para diagnóstico de doenças cardiovasculares, passando de mais de 506 mil em 2019 para 387.887 em 2020. O número de cirurgias cardiovasculares também sofreu redução, com uma queda de 16,8% no mesmo período. De acordo com o cardiologista Dr. Aloísio da Rocha, chefe do Departamento de Cardiologia da Pucri Campinas, o medo de contrair Covid-19 nos hospitais foi um dos principais motivos para a diminuição na procura por atendimento médico.

Mudanças de Hábitos e Aumento de Riscos

Além da redução nas consultas médicas, a pandemia também impactou os hábitos de vida da população. Muitas pessoas deixaram de praticar atividades físicas, contribuindo para o aumento da obesidade e do sedentarismo. Consequentemente, houve um crescimento nos fatores de risco para doenças cardiovasculares, como hipertensão, diabetes e alterações nos níveis de colesterol e triglicérides. A combinação desses fatores agrava ainda mais a situação, já que as doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 30% das mortes no país, representando 400 mil óbitos anualmente, segundo a Socesp.

Prevenção e Cuidados Essenciais

O relato de Cecília Maria Maro da Silva, auxiliar de cozinha com lúpus e sobrevivente de um infarto, ilustra a importância do acompanhamento médico regular, mesmo em tempos de pandemia. Apesar das dificuldades impostas pela situação, ela manteve suas consultas e exames em dia. A mensagem é clara: a prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais para cuidar da saúde do coração. A recomendação dos especialistas é procurar um cardiologista para realizar exames regularmente, principalmente após os 35 anos de idade. A saúde cardiovascular não pode ser deixada para depois.

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