Vendas para o país asiático avançaram 2,1%, representando um monte de mais de R$ 47 bilhões nos últimos 11 meses
Ribeirão Preto e a China: um relacionamento comercial sólido
Exportações em alta para o mercado chinês
As relações comerciais entre Ribeirão Preto e a China mostram-se robustas. Um balanço do Cepfund (Centro de Pesquisa em Fundamentos e Aplicações da USP) indica crescimento de 2,1% nas vendas para o país asiático entre março de 2017 e fevereiro de 2023, totalizando US$ 47 bilhões. Derivados da cana-de-açúcar lideram as exportações, segundo Luciano Nakabashi, responsável pelo estudo. Apesar de oscilações no preço do açúcar, principal produto exportado da região, o mercado chinês se mantém como um importante parceiro comercial.
Impacto na indústria local e perspectivas futuras
A cidade de Sertãozinho, com foco na indústria de base e na produção de derivados da cana-de-açúcar, experimentou uma leve recuperação, mas voltou a sofrer com a queda no consumo. O economista responsável pela análise destaca a forte influência da indústria no comportamento econômico da cidade. A recuperação econômica depende diretamente da performance do setor industrial, que, após um período de crescimento, voltou a registrar demissões em função da queda no preço do açúcar a partir de meados de 2017. A adoção do etanol como combustível substituto, caso implementada pelo governo, poderia impulsionar a indústria local e gerar novos empregos.
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Cenário atual e principais parceiros comerciais
Atualmente, Sertãozinho enfrenta um momento econômico complicado, com a indústria registrando novas demissões. Apesar das dificuldades, a China continua sendo um importante comprador de produtos da região, juntamente com os Estados Unidos e países do Oriente Médio. As exportações incluem produtos primários, além de máquinas e equipamentos hospitalares.



