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Levantamento do Creci-SP aponta queda nos novos contratos de aluguel e de venda de imóveis na região

Presidente do Conselho aponta o aumento da Taxa Selic e instabilidade político econômica como principais responsáveis pela queda
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Presidente do Conselho aponta o aumento da Taxa Selic e instabilidade político econômica como principais responsáveis pela queda

Presidente do Conselho aponta o aumento da Taxa Selic e instabilidade político econômica como principais responsáveis pela queda

Mesmo com a economia aquecida e o setor da construção civil em alta, um levantamento do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis aponta queda nas vendas e locações em diversas cidades da região. Segundo a pesquisa, houve uma redução de 23,14% nas vendas em geral, com queda de 66% nas vendas de casas e 33% em apartamentos. Os contratos de aluguel também registraram queda, cerca de 29%, afetando cidades como Batatais, Guaribas, Jaboticabal, Monte Alto, Orlândia, Pitangueiras, Ribeirão Preto, São Simão e Sertãozinho.

Impacto da taxa Selic e da instabilidade econômica

Em entrevista, Augusto Viana, presidente do CRECI-SP, atribui a queda ao aumento da taxa Selic, que elevou os juros dos financiamentos imobiliários, tornando a compra de imóveis menos acessível para muitas famílias. A indefinição na política econômica nos últimos meses também contribuiu para a cautela dos consumidores e dos bancos na análise de crédito.

Cenário de Locação e o Índice IGP-M

O retorno às aulas e o aumento da demanda por aluguéis no fim do ano podem aquecer o setor de locação. No entanto, Viana alerta para a importância da escolha de índices de correção mais adequados nos contratos de locação, evitando o uso do IGP-M, que apresentou alta significativa em 2023. Ele ressalta a necessidade de um equilíbrio entre locador e locatário, buscando índices que reflitam a realidade econômica e evitem conflitos futuros.

Apesar da queda pontual observada na pesquisa, Viana destaca que o mercado imobiliário apresenta crescimento positivo em um período de 12 meses. A situação atual é vista como um fenômeno normal, temporário, em resposta às variações econômicas, principalmente a alta da taxa de juros. A expectativa é de retomada gradual do mercado, com a necessidade de cautela na escolha dos índices de correção de aluguel para garantir maior estabilidade nos contratos.

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