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Levantamento do Ministério da Saúde aponta crescimento da obesidade no Brasil

De acordo com a pesquisa, cerca de 55% da população está acima do peso; em 2006, índice era de 42,6%
obesidade no Brasil
De acordo com a pesquisa, cerca de 55% da população está acima do peso; em 2006, índice era de 42,6%

De acordo com a pesquisa, cerca de 55% da população está acima do peso; em 2006, índice era de 42,6%

Com a rotina cada vez mais corrida, manter uma alimentação equilibrada tem se tornado um desafio para muitas pessoas. Mesmo com estratégias como levar comida de casa ou pedir delivery de opções saudáveis, a balança ainda pode ser uma inimiga. Mas será que a tecnologia é uma aliada ou vilã nessa luta contra os quilos extras?

Tecnologia: vilã ou aliada na busca pelo peso ideal?

Eduardo Suárez, especialista em mídias digitais, explica que a tecnologia exerce grande influência no ganho de peso, principalmente devido aos comportamentos modernos. O mundo virtual, cada vez mais presente, especialmente entre crianças e jovens, leva a um aumento do tempo online e consequente diminuição da atividade física. Esse sedentarismo, aliado ao fácil acesso a alimentos pouco saudáveis por meio de aplicativos de delivery, contribui diretamente para o aumento de peso.

No entanto, a tecnologia também pode ser uma aliada. Existem diversos aplicativos que auxiliam no controle alimentar, monitoram a atividade física e até mesmo oferecem programas de exercícios personalizados. A chave está em usar a tecnologia de forma consciente, integrando-a a um estilo de vida saudável, e não permitindo que ela substitua hábitos importantes como a prática regular de exercícios.

Ansiedade e compulsão alimentar: um ciclo vicioso

Além do impacto da tecnologia, a ansiedade também desempenha um papel crucial no ganho de peso. O nutrólogo José Ernesto dos Santos destaca que a ansiedade pode levar à compulsão alimentar, quebrando o ciclo natural da fome e da saciedade. A facilidade de acesso à comida, somada à redução da atividade física em decorrência do uso excessivo de dispositivos eletrônicos, cria um ambiente propício para o desenvolvimento da obesidade.

Dados da Vigitel, pesquisa do Ministério da Saúde, apontam que a obesidade é mais prevalente em mulheres (20,7%) do que em homens (18,7%). O nutrólogo atribui essa diferença, em parte, aos períodos de gravidez, que frequentemente resultam em ganho de peso persistente. Apesar de as mulheres enfrentarem os mesmos desafios de ansiedade e estresse que os homens, a influência dos períodos gestacionais parece ser um fator determinante.

O aumento da obesidade no Brasil

A pesquisa Vigitel também revelou que 55,7% da população brasileira apresenta excesso de peso, um aumento significativo em relação aos 42,6% registrados em 2006. Essa mudança drástica está relacionada à transformação dos hábitos cotidianos, com a substituição de atividades presenciais por atividades online, impactando diretamente no nível de atividade física e consumo alimentar.

Em resumo, o aumento da obesidade é um problema complexo, influenciado por diversos fatores, incluindo o estilo de vida moderno, o uso da tecnologia e questões emocionais como a ansiedade. A conscientização sobre esses fatores, aliada à adoção de hábitos saudáveis e ao uso estratégico da tecnologia, são passos essenciais para reverter esse quadro.

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