Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
A inadimplência do consumidor na microregião de Ribeirão Preto apresentou uma redução de 8,9% em janeiro em relação a dezembro de 2014. No entanto, quando comparado ao mesmo período do ano anterior, houve um crescimento de 11,6%. Esse cenário demonstra nuances importantes no comportamento financeiro da região.
Análise Comparativa com o Cenário Nacional
Em nível nacional, a elevação da inadimplência foi ainda mais acentuada. Segundo o economista Flávio Calife, do SCPC, os indicadores também apontam para um aumento no pagamento de dívidas antigas. Apesar de um pequeno aumento no número de novas dívidas em dezembro de 2014, janeiro apresentou uma queda generalizada na maioria das regiões, incluindo São Paulo e Ribeirão Preto. Contudo, a análise a longo prazo revela que o crescimento na região de Ribeirão Preto superou a média nacional.
Dívidas e Pagamentos em Ribeirão Preto
Enquanto o Brasil registrou um crescimento geral de 2,8% na comparação de 12 meses, Ribeirão Preto apresentou um aumento de 11,6%, ultrapassando a média nacional. Curiosamente, ao contrário da queda de 3% no pagamento de dívidas observada no Brasil, a região de Ribeirão Preto exibiu uma elevação nesse quesito. Esse aumento no pagamento das dívidas atenua o impacto do aumento das novas dívidas na região. As dívidas bancárias e com cartões de crédito lideram os gastos em atraso, seguidas pelas contas no comércio e, por fim, pelos débitos de telefonia, água e luz.
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Tendências Futuras e Comportamento do Consumidor
O economista Flávio Calife prevê que, a longo prazo, os dados locais tendem a se assemelhar ao cenário nacional. Ou seja, Ribeirão Preto e região devem manter os índices atuais, enquanto o restante do Brasil poderá experimentar um aumento, impulsionado por taxas mais elevadas. A avaliação também indica que o consumidor está mais seletivo em suas escolhas, tanto no que comprar quanto na forma de parcelar. O aumento recente de impostos nos anos anteriores levou os consumidores a se tornarem mais preocupados e cautelosos em suas compras. As instituições financeiras também se tornaram mais rigorosas na concessão de crédito, priorizando a qualidade em vez da expansão indiscriminada. Essa mudança de comportamento tanto de quem empresta quanto de quem toma criou um cenário mais equilibrado.
A capacidade de recuperação de crédito na região registrou um aumento de 3,1%, superando o valor negativo de 4,9% registrado no estado. Esse cenário aponta para uma mudança de patamar no comportamento em relação ao crédito, o que pode ser benéfico para o sistema financeiro como um todo.



