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levantamento do Sebrae indica queda no número de mulheres empreendedoras durante a pandemia

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O empreendedorismo feminino no Brasil enfrenta desafios significativos, mas também demonstra grande resiliência. Uma pesquisa do C.B.R.A.I. revelou que, apesar da pandemia ter impactado negativamente o número de mulheres empreendedoras (redução de 1,3 milhão), elas também se mostraram mais propensas a empreender durante esse período do que os homens.

Desafios da Mulher Empreendedora

Um dos principais obstáculos para as mulheres empreendedoras brasileiras é a maternidade. Dados da Fundação de Atúlio Vargas apontam que metade das mulheres é demitida ou pede demissão até dois anos após o término da licença-maternidade, muitas vezes devido à ideia equivocada de que os cuidados com os filhos são exclusivamente femininos. Além disso, as mulheres ainda enfrentam a discriminação de gênero, recebem salários menores que os homens em cargos similares e tendem a desistir dos negócios mais rapidamente, muitas vezes por pura necessidade.

O Impacto da Pandemia e a Busca por Soluções

A pandemia de Covid-19 afetou significativamente o empreendedorismo feminino, reduzindo a proporção de negócios liderados por mulheres para 33% no primeiro trimestre de 2020. No entanto, o período também impulsionou um aumento no empreendedorismo feminino, mostrando a capacidade de adaptação e resiliência das mulheres. Para auxiliar nesse contexto, o C.B.R.I.E. Mulher de hoje oferece diversas dicas e o projeto Cebrae Delas disponibiliza 40 mil vagas para cursos de qualificação profissional, com inscrições até o fim de março.

Empoderamento e Futuro

Apesar dos desafios, o empreendedorismo feminino é sinônimo de empoderamento e representa um avanço significativo na participação das mulheres na economia. Embora a representatividade feminina em cargos de liderança ainda seja baixa (menos de 9% no Brasil, segundo pesquisa Mulheres no Conselho), o cenário demonstra uma crescente busca por igualdade e oportunidades. Mulheres como Helena Trajano, Jeanette Vaz, Sandra Costa e Oceania Albanese inspiram outras a empreender e a perseguir seus objetivos. O acesso a cursos de qualificação e o apoio a iniciativas que promovam o empreendedorismo feminino são cruciais para um futuro mais igualitário e próspero.

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