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Levantamento não indica mudanças consideráveis de internações por Covid-19 após o Carnaval

Pesquisador e professor da Unesp, Vitor Engracia Valenti, explica o estudo e projeta o comportamento da pandemia
internações por Covid-19
Pesquisador e professor da Unesp, Vitor Engracia Valenti, explica o estudo e projeta o comportamento da pandemia

Pesquisador e professor da Unesp, Vitor Engracia Valenti, explica o estudo e projeta o comportamento da pandemia

Após semanas de intensa observação, o pesquisador e professor da Unesp, Vitor Valente, compartilhou uma análise otimista sobre o impacto do Carnaval na pandemia de Covid-19. Segundo ele, as festas não afetaram negativamente o número de casos, pelo menos não de forma significativa.

Análise dos Dados de Internação

Utilizando dados de internações diárias fornecidos pelo painel Covid-19, o professor Vitor Valente realizou uma análise matemática de tendência. Embora tenha havido uma preocupação inicial com uma estabilização na queda de internações, os dados recentes indicam uma continuação da tendência de queda, sugerindo que o Carnaval não causou um impacto considerável nas internações. A expectativa é que, nos próximos 5 a 10 dias, as internações se mantenham nos níveis atuais ou continuem a diminuir.

Flexibilização do Uso de Máscaras e Cenários Futuros

A flexibilização do uso de máscaras em ambientes abertos, e a possibilidade de flexibilização em ambientes fechados, levantam novas questões. O professor ressalta que o risco de contágio em ambientes fechados é significativamente maior (4 a 22 vezes) do que em ambientes abertos, dependendo da situação. A necessidade de monitoramento contínuo se mantém, principalmente com a aproximação do outono/inverno, período que favorece a transmissão de vírus respiratórios, incluindo a gripe e a Covid-19. Apesar do otimismo, a cautela é fundamental, considerando o aumento de internações em alguns países europeus devido a novas subvariantes.

Monitoramento Contínuo e Variantes Emergentes

O surgimento da variante Deltacron, uma combinação de Delta e Ômicron, adiciona outro fator ao monitoramento. Embora não haja dados conclusivos sobre sua gravidade e transmissibilidade, a hipótese é que ela mantenha um nível de transmissão semelhante às variantes anteriores. A predominância da Ômicron em Ribeirão Preto, no momento, requer atenção contínua. O acompanhamento da situação é crucial para ajustar as estratégias de saúde pública e garantir a segurança da população.

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