Fernando Nobre fala sobre os hábitos de vida da população brasileira com relação ao surgimento ou agravamento de doenças
Tabagismo no Brasil: um panorama preocupante
Dados recentes do Ministério da Saúde revelam uma realidade preocupante sobre o tabagismo no Brasil. Apesar da redução progressiva do vício, a prevalência ainda é significativa: 10% dos homens e 7% das mulheres são fumantes, com 6% de fumantes passivos em ambos os gêneros. A variação geográfica também é expressiva, com Aracaju registrando a menor taxa (4%) e Campo Grande a maior (14,5%).
Obesidade e hábitos alimentares: desafios para a saúde
A obesidade, um fator de risco para diversas doenças, atinge 22% dos homens e 21% das mulheres brasileiros. Em contraponto, apenas 26% dos homens consomem frutas e verduras cinco ou mais vezes por semana, enquanto 40% das mulheres o fazem. O consumo de refrigerantes em pelo menos cinco dias na semana também é preocupante, atingindo 15% dos homens e 11% das mulheres, com pico de 40% em Porto Alegre. O consumo frequente de alimentos ultraprocessados também é alarmante, representando 22% dos homens e 15% das mulheres.
Atividade física: um hábito em declínio
A prática regular de atividades físicas no tempo livre é baixa, com apenas 43% dos homens e 31% das mulheres se exercitando regularmente. A inatividade física total atinge 16% dos homens e 15% das mulheres.
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Os dados apresentados não devem servir para criar um julgamento negativo sobre a população brasileira, mas sim como um alerta para a urgente necessidade de mudanças em hábitos de vida. Promover hábitos saudáveis é fundamental para aumentar a expectativa e a qualidade de vida dos brasileiros.