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Liberação do canabidiol é tema do Almanaque CBN

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Liberação canabidiol
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reconheceu os efeitos terapêuticos do Canabidiol (CBD), um componente da maconha, reclassificando-o como medicamento de controle especial. Esse avanço representa um marco importante para pacientes que podem se beneficiar do tratamento com essa substância. Para entender melhor esse tema, conversamos com especialistas e acompanhamos de perto o debate.

O Canabidiol e a Pesquisa no Brasil

O professor Dr. José Alexandre de Souza Crippa, da USP de Ribeirão Preto, acompanhou de perto o processo na Anvisa e destacou a importância da pesquisa brasileira nesse reconhecimento. Segundo ele, diversos trabalhos realizados no Brasil, especialmente na USP de Ribeirão Preto, foram fundamentais para a decisão de reclassificar o Canabidiol. Essa mudança permite que o CBD seja tratado como um medicamento de controle especial, e não mais como uma substância proibida.

Acesso e Disponibilidade do Canabidiol

Atualmente, o Canabidiol ainda é importado, mas há uma mobilização para iniciar sua síntese no Brasil. Dr. Crippa mencionou que a USP de Ribeirão Preto, em colaboração com outros grupos de pesquisa, está trabalhando nesse sentido. Como o Canabidiol não possui patente, a produção em larga escala dependerá do interesse do poder público, do governo brasileiro e da indústria, seja ela pública ou privada. O objetivo é tornar o composto acessível aos pacientes que necessitam.

Dependência e Uso Terapêutico

Uma das principais preocupações em relação ao uso do Canabidiol é o risco de dependência. No entanto, o Dr. Antônio Valduzoardi, professor titular de psiquiatria da USP, esclareceu que as evidências atuais indicam que o Canabidiol puro não causa dependência. Essa foi uma das razões consideradas pela Anvisa para a mudança de classificação. O Dr. Erickson Furtado, psiquiatra e coordenador de um programa voltado para álcool e drogas da USP de Ribeirão Preto, também reforçou que o Canabidiol não é motivo de preocupação para a área de dependência de substâncias.

Benefícios e Aplicações Clínicas

O Canabidiol tem demonstrado resultados promissores no tratamento de diversas condições, como epilepsia refratária, Mal de Parkinson e esclerose múltipla. No caso do Mal de Parkinson, estudos têm mostrado que o Canabidiol pode melhorar os sintomas psicóticos e a qualidade de vida dos pacientes. No entanto, é importante ressaltar que a prescrição do Canabidiol para essas condições ainda é restrita e depende de aprovação do Conselho Federal de Medicina.

A reclassificação do Canabidiol pela Anvisa representa um avanço significativo para a medicina e para os pacientes que podem se beneficiar de seus efeitos terapêuticos. A pesquisa e o desenvolvimento de novas formulações e aplicações clínicas são fundamentais para ampliar o acesso e garantir o uso seguro e eficaz dessa substância.

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