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Liberação do uso terapêutico do canabidiol é comemorada por especialistas em Ribeirão Preto

Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tomou uma decisão importante que impacta a área da saúde: o canabidiol (CBD) foi retirado da lista de substâncias proibidas e atrásra é classificado como substância de uso controlado. Essa mudança abre novas perspectivas para o uso terapêutico do CBD, que pode ser prescrito para tratar diversas condições.

A Reclassificação do Canabidiol e seus Benefícios

Professores da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto desempenharam um papel crucial nesse processo, intermediando as negociações com a Anvisa. Eles elaboraram uma carta destacando a importância da reclassificação do canabidiol e seus efeitos terapêuticos. Segundo o professor de psiquiatria da USP, Antônio Valduzoarte, essa liberação representa um avanço significativo para a medicina, com impactos notáveis nos valores humanos. Antes, o canabidiol era considerado uma substância proscrita, mas atrásra, ao ser classificado como controlada, facilita a prescrição médica em casos especiais, como o uso compassivo para pacientes com condições graves que não respondem aos tratamentos convencionais.

O Impacto Social e a Luta das Famílias

A decisão da Anvisa reflete a pressão social exercida por mães e famílias de crianças que necessitam do canabidiol para tratar condições graves. José Nealves, de São Carlos, é mãe de um garoto de 8 anos com epilepsia que sofria mais de 40 crises convulsivas por dia. Com o uso do canabidiol, ela conseguiu controlar a doença do filho, reduzindo as crises para apenas uma por mês. Embora a liberação da Anvisa não seja tão crucial para ela, que já obteve o acesso ao tratamento por meio da justiça, ela reconhece a importância dessa mudança para outras mães que enfrentam a mesma situação. A expectativa é que a burocracia para a prescrição e o acesso ao canabidiol seja reduzida, agilizando o processo para aqueles que precisam.

Perspectivas Futuras e o Potencial Terapêutico

A liberação do uso do canabidiol, substância presente na maconha, tem gerado debates e discussões desde o ano passado. No entanto, para o psiquiatra e professor de neurociência da USP, Erickson Furtado, o canabidiol isolado, como foi liberado no Brasil, não causa dependência. Ele ressalta que a decisão da Anvisa foi conduzida de forma cuidadosa, reunindo informações científicas de diversas fontes e considerando a opinião de diferentes grupos. Furtado acredita que o canabidiol não representa uma preocupação para a área de dependência de substâncias, pois é um produto inativo nesse sentido. O uso liberado é restrito e depende de condições específicas, com um controle rigoroso, como é necessário para substâncias ainda em fase experimental. Pesquisas recentes também indicam que o canabidiol pode ser eficaz no tratamento de pacientes com Mal de Parkinson, mas os estudos ainda estão em andamento.

A reclassificação do canabidiol representa um avanço importante para a medicina e para as famílias que buscam alternativas de tratamento para condições graves. A expectativa é que essa mudança impulsione a pesquisa e o desenvolvimento de novas terapias, beneficiando um número cada vez maior de pacientes.

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