Ouça a participação de Monize Zampieri
A licitação para a recuperação da frota da prefeitura de Ribeirão Preto, no valor de R$ 862 mil, tem gerado controvérsia devido ao alto investimento em veículos considerados obsoletos. A medida levanta questionamentos sobre a viabilidade de reformar carros com mais de 20 anos em vez de substituí-los por modelos mais novos e eficientes.
O Alto Custo da Manutenção
O montante de R$ 862 mil seria dividido em R$ 442 mil para assistência técnica e R$ 420 mil para a compra de peças. Críticos argumentam que 60% da frota, composta por 170 veículos, já ultrapassou os 20 anos de uso, o que os torna inelegíveis para o pagamento de IPVA no estado de São Paulo. A questão central é se vale a pena investir em veículos sucateados em vez de optar pela renovação da frota.
Preocupações do Sindicato e Possíveis Irregularidades
O sindicato dos servidores municipais, através do comitê fiscalizador, expressou preocupação com possíveis “gambiarras” nos serviços de manutenção. O presidente do sindicato, Wagner Rodrigues, criticou a licitação e não descartou apresentar uma representação ao Tribunal de Contas e ao Ministério Público, alegando possível improbidade administrativa. Segundo ele, a divisão em lotes, com a possibilidade de um único vencedor, restringe a competição e pode ser considerada irregular.
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Justificativa da Prefeitura e Alternativas
Questionada sobre a razão de optar pela manutenção em vez da substituição ou aluguel de novos veículos, a prefeitura não forneceu uma resposta clara. A administração municipal destacou que a manutenção dos veículos é realizada apenas em casos de danos mecânicos, sem uma rotina preventiva. A licitação, segundo a prefeitura, visa garantir a segurança dos funcionários e a qualidade dos serviços. Um engenheiro mecânico consultado acredita que a prefeitura deveria otimizar o número de veículos por setor e substituí-los por modelos novos, considerando a alta probabilidade de problemas em veículos antigos que rodam intensamente e não recebem manutenção preventiva.
A decisão final sobre a licitação aguarda aprovação, e a população aguarda para saber se o investimento será o mais eficiente para as necessidades do município.