Na coluna ‘CBN Comportamento’ Danielle Zeoti fala sobre como é esse processo, que pode ser parecido com o sentimento de luto
A princesa Kate Middleton, 42 anos, anunciou recentemente que está realizando um tratamento quimioterápico preventivo contra o câncer. Em meio ao anúncio, a família real pediu privacidade e tempo para lidar com a situação.
As Fases do Enfrentamento
Segundo a psicóloga Danielle Zeote, o primeiro passo para lidar com um diagnóstico difícil é a aceitação. Inspirando-se no trabalho da psiquiatra Elisabeth Kübler-Ross, que estudou os estágios do luto, a psicóloga descreve as fases do enfrentamento de uma doença grave, comparando as experiências da princesa Kate e da influenciadora Fabiana Justus, que também enfrenta um tratamento contra a leucemia. Essas fases, que também se aplicam a outros tipos de perdas e rompimentos, são:
Negação: A mente busca se proteger da realidade do diagnóstico, o que é um mecanismo natural de defesa. Raiva e Barganha: A raiva surge como uma reação à injustiça percebida, muitas vezes acompanhada de barganhas com forças superiores ou promessas de mudança. Depressão: Um período de melancolia e retraimento, onde os afetos são mais intensos que as palavras. Enfrentamento: A aceitação genuína da situação, permitindo o foco no tratamento e no apoio da família e amigos. É importante lembrar que essas fases não são lineares e podem ocorrer em diferentes ordens e intensidades.
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A Importância do Movimento
A psicóloga enfatiza a importância de se manter em movimento durante todo o processo. Permitir-se sentir raiva, tristeza ou negar a realidade são etapas naturais. O importante é não estagnar, buscando apoio e mantendo-se ativo no tratamento e na busca por bem-estar. O conselho é evitar a criação de cenários catastróficos e confiar nos profissionais de saúde e na família.
Superando a Angústia
A maior angústia humana, segundo a psicanalista Melanie Klein, é a angústia de aniquilação. Receber um diagnóstico de doença grave pode deflagrar esse medo, levando a pensamentos negativos e ansiosos. A psicóloga aconselha a confiar nos médicos, na família e na fé, evitando controlar o futuro e permitindo-se viver o presente, com suas dores e alegrias. A mensagem final é de esperança e solidariedade, lembrando que ninguém está sozinho em momentos difíceis e que é possível encontrar apoio e força para seguir em frente.