Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Rodrigo Prioli
Setembro é o mês de conscientização sobre a doação de órgãos. Em Ribeirão Preto, mais de 280 pessoas aguardam na fila por um transplante. No Brasil, esse número chega a 28 mil pacientes, todos com a esperança de encontrar um doador compatível.
Um exemplo inspirador é o de Mateus Piscotin, um garoto de 11 anos que teve sua vida transformada por um transplante de rins. Adotado aos 3 anos, logo após o procedimento, Mateus celebra duas datas de aniversário com sua família, comemorando seu renascimento. Lucinda Piscotin, sua mãe, compartilha a importância do rim, comparando-o ao segundo coração, essencial para a vida. Hoje, Mateus leva uma vida normal, desfrutando de uma alimentação sem restrições severas, um testemunho do sucesso do transplante.
A Realidade da Fila de Espera
A realidade para muitos que aguardam um transplante é bem diferente. Douglas Madaleno, de 32 anos, passou por um transplante de rim doado pelo pai em 2005. No entanto, complicações de saúde levaram à paralisação do órgão. Sua mãe, Adelina dos Anjos Madaleno, relata a angústia de enfrentar novamente a espera por um novo rim. Desde 2012, Douglas necessita de hemodiálise três vezes por semana, o que o impede de levar uma vida normal. A esperança reside em encontrar um rim compatível de um doador falecido.
Conscientização e a Importância da Doação
A Liga dos Doadores da USP de Ribeirão Preto tem se dedicado a conscientizar as famílias sobre a importância da doação de órgãos. Carina Del Sasso Mendes, enfermeira e tutora do projeto, destaca a gravidade da situação, com mais de 28 mil pessoas no Brasil aguardando por um transplante. O número de doações ainda é insuficiente, resultando em falecimentos na fila de espera. Em Ribeirão Preto, cerca de 280 pacientes aguardam por um órgão.
Recusa Familiar e a Necessidade de Diálogo
Embora as doações na região de Ribeirão Preto tenham aumentado, a recusa familiar ainda é um obstáculo significativo no Brasil. Desde 2001, não é mais necessário indicar no documento de identidade a intenção de ser doador, sendo a decisão transferida para a família. Por isso, é crucial que as pessoas conversem em casa sobre o desejo de doar órgãos, para que, em caso de fatalidade, a vontade do indivíduo seja respeitada.
A Liga dos Transplantes está promovendo eventos ao longo desta semana em Ribeirão Preto para aumentar a conscientização. As atividades incluem debates entre pacientes transplantados e aqueles que aguardam na fila, missa em ação de graças às famílias doadoras e palestras sobre o processo de doação de órgãos.
Para mais informações sobre as palestras, o telefone é o 3602-3453. A USP fica na Avenida Bandeirantes, 3900.
Iniciativas como essas são importantes para aumentar a conscientização e incentivar a doação, oferecendo uma nova chance de vida a quem espera.



