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A Brasinka, empresa brasileira fundada em 21 de outubro de 1949, foi pioneira na produção de carrocerias para veículos comerciais no Brasil, mesmo antes do estabelecimento da indústria automobilística nacional. Apesar de sua fundação posterior à chegada de montadoras como Ford (1919) e Chevrolet (1925), a Brasinka se destaca por sua atuação em um contexto específico.
Contexto Histórico e a Brasinka
A década de 1940, marcada pela Segunda Guerra Mundial, influenciou diretamente o desenvolvimento industrial brasileiro. A construção de uma base americana no Nordeste resultou em acordos que impulsionaram a produção nacional de aço, viabilizando a criação de novas indústrias, incluindo a Brasinka. A General Motors e a Fábrica Nacional de Motores (FNM) também surgiram nesse período, demandando carrocerias para seus veículos.
O Carro Brasinka: Um Esportivo Nacional
Em 1964, a Brasinka, então gerida por Sadi Moura e seu filho Jumeur, lançou seu próprio automóvel, o Brasinka. Considerado o único esportivo nacional da época, o veículo, inicialmente chamado Iraturu, foi apresentado no Salão do Automóvel de 1964 como Kotomi 200GT. Produzido em 76 unidades entre 1964 e 1965, o Brasinka, apesar de seu sucesso inicial, não se consolidou no mercado, competindo diretamente com modelos internacionais de grande sucesso, como o Mustang.
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Legado e Importância
Apesar de sua curta trajetória na produção de automóveis, a Brasinka deixou um legado significativo na indústria automobilística brasileira. Sua pioneirismo na produção de carrocerias e a ousadia em lançar um esportivo nacional demonstram a capacidade empreendedora do país em um período de desenvolvimento industrial. O Brasinka, hoje um item de colecionador, representa um marco na história automobilística brasileira, lembrado por sua inovação e pela superação da marca dos 300 km/h em sua época.