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Lipedema ganha destaque por impacto na qualidade de vida e desafio no diagnóstico

Lipedema ganha destaque por impacto na qualidade de vida e desafio no diagnóstico
Lipedema qualidade de vida
Lipedema ganha destaque por impacto na qualidade de vida e desafio no diagnóstico

Lipedema ganha destaque por impacto na qualidade de vida e desafio no diagnóstico

No programa Saúde e Bem-Estar desta semana, abordamos o lipidema, uma condição vascular crônica, progressiva e de origem hormonal que afeta principalmente mulheres. Caracteriza-se pelo acúmulo anormal de gordura nas pernas, quadris e, em alguns casos, braços. Para aprofundar o tema, conversamos com o Dr. Marcos Gabliere, especialista em lipidema.

O que é Lipidema?

Dr. Gabliere explica que o lipidema é uma doença de característica genética, frequentemente com histórico familiar. A principal característica é o acúmulo desproporcional de gordura, especialmente nas pernas e braços. Embora afete majoritariamente mulheres, o Instituto Gabliere também acompanha homens com a condição. É importante destacar que essa gordura é inflamada e apresenta alterações hormonais. Em cerca de 40% dos casos, as pacientes são magras, enquanto 60% apresentam sobrepeso ou obesidade associada.

Diagnóstico e Sintomas

O diagnóstico do lipidema é clínico, baseado em uma boa anamnese, conversa com o médico e um exame físico detalhado. Um sintoma chave é a resistência da gordura ao déficit calórico – ou seja, a gordura não diminui mesmo com dieta e exercícios. Outros sintomas incluem dor, sensibilidade ao toque, sensação de peso e cansaço nas pernas, facilidade em desenvolver hematomas, pés gelados, coceira e formigamento.

Tratamentos e Perspectivas

Embora a lipoaspiração seja uma opção cirúrgica para o lipidema, é crucial entender que ela não cura a doença. O tratamento conservador é fundamental e envolve mudanças no estilo de vida, uso de meias de compressão, suplementação e, em alguns casos, medicamentos (uso off-label) que auxiliam na regressão da doença. A lipoaspiração, quando indicada, deve ser realizada no momento oportuno, após a desinflamação da área afetada. Infelizmente, o acesso a profissionais capacitados e tratamentos adequados no serviço público ainda é limitado, em parte devido ao fato de o lipidema ter sido considerado por muito tempo apenas uma questão estética, e por afetar majoritariamente mulheres.

A conscientização sobre o lipidema está crescendo, e é fundamental reconhecer que a condição vai além da estética, impactando significativamente a qualidade de vida das pacientes.

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