Combustível derivado da cana-de-açúcar aumentou R$ 0,10 nos últimos dias; gasolina está sendo comercializada a R$ 4,50
O preço dos combustíveis em Ribeirão Preto vem assustando os motoristas. O etanol, que na semana passada era encontrado por R$ 2,56 a R$ 2,60, já ultrapassa a marca dos R$ 3,00 em alguns postos da zona sul da cidade. A gasolina também sofreu aumento, chegando a R$ 4,49 em alguns locais.
Aumento temporário ou prática comum?
Segundo Valdemar de Bortoli Jr., presidente da Associação Brasileira de Combustíveis, o reajuste é temporário. As fortes chuvas prejudicaram a colheita da cana-de-açúcar, afetando a oferta de etanol e elevando os preços. A gasolina também sofreu impacto devido ao aumento do etanol anidro utilizado em sua composição e reajustes nas refinarias. A expectativa é que a situação se normalize em três a quatro semanas, com a intensificação da moagem da cana e aumento da produção.
Impacto no consumidor e alternativas de economia
O aumento do combustível impacta diretamente o orçamento das famílias, principalmente para quem depende do carro diariamente. Jair Casquiel Jr., economista, sugere alternativas como o uso do transporte público, embora admita as deficiências do sistema no Brasil. Outra opção seria priorizar o uso do combustível e reduzir gastos em outras áreas. A Petrobras, por sua vez, decidiu não reajustar o preço do diesel, em uma medida para evitar possíveis greves dos caminhoneiros.
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Opiniões e relatos de ouvintes
Ouvintes da rádio relatam variações de preços significativas, com relatos de etanol a R$ 2,35 na semana passada e a R$ 2,79 atualmente. Há também quem aponte a exploração de preços em feriados e a suspeita de combinação entre postos de combustíveis em Ribeirão Preto. Apesar de investigações do Ministério Público, a livre formação de preços no setor dificulta o controle.
Em resumo, a situação dos combustíveis em Ribeirão Preto é complexa, com fatores climáticos, ajustes de mercado e possíveis práticas de formação de preços influenciando os valores cobrados nos postos. A expectativa é de queda nos preços nas próximas semanas, mas a situação gera preocupação e incerteza para os consumidores.



