Obra ‘Meninos Sem Patria’, de Luiz Puntel, foi suspenso do colégio carioca Santo Agostinho, por ‘doutrinação comunista’
O livro infantil Menino de Santo Agostinho, de Luiz Puntel, tornou-se um fenômeno de vendas após ser suspenso de um colégio carioca por denúncias de doutrinação comunista. A obra, integrante da série Vagalume, que existe há mais de 50 anos, alcançou o topo da lista de mais vendidos de uma empresa de livros usados em outubro.
Polêmica e Viralização
A polêmica em torno do livro, que aborda o exílio de uma família durante o regime militar brasileiro, rapidamente viralizou nas redes sociais. A discussão gerou um intenso debate online, com opiniões favoráveis e contrárias à obra, resultando em ampla cobertura da mídia.
Conteúdo e Intenção do Autor
Puntel, surpreso com a repercussão, afirma que o livro retrata um momento histórico vivido por brasileiros, baseado na experiência de exílio do jornalista José Mário Abelo. Ele ressalta que a obra não defende nenhum partido político, mas sim apresenta diferentes perspectivas sobre um mesmo evento, permitindo ao leitor a construção de sua própria análise. A crítica do autor se dirige à falta de criticidade por parte da escola em compreender a complexidade do tema abordado, e a importância de se expor diferentes perspectivas para uma análise completa.
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Reações e Impacto
A suspensão do livro gerou protestos estudantis em defesa da liberdade de expressão e contra a censura, repercutindo inclusive na imprensa internacional. Apesar de ser encontrado na internet por preços elevados (até R$ 200,00), o livro permanece disponível nas escolas para alunos do sexto e sétimo ano, evidenciando o impacto da polêmica na discussão sobre literatura, censura e liberdade de expressão no ambiente escolar.



