Pais dos alunos da instituição alegam que o livro ‘Meninos sem Pátria’ tem viés comunista
Livro infantojuvenil retirado de escola carioca após denúncia de ideologia comunista
O livro “Menino Sem Pátria”, de Luiz Puntel, foi retirado da lista de leitura do sexto ano do Colégio Santo Agostinho, no Rio de Janeiro, após denúncias de pais que alegaram a presença de ideologia comunista na obra. A decisão gerou polêmica e dividiu opiniões nas redes sociais.
A obra e a polêmica
Publicado em 1981 e na sua 23ª edição, o livro narra a história de uma família que vive o exílio durante o regime militar brasileiro. A obra acompanha a jornada de um menino e seu irmão, que, após o desaparecimento do pai jornalista, buscam refúgio na Bolívia, Chile e França. O autor afirma que o livro busca retratar um contexto histórico e não formar opiniões políticas, contrariando as alegações dos pais.
Reações e posicionamentos
Puntel lamentou a situação, destacando que o livro é utilizado em diversas escolas brasileiras há décadas e é o quarto mais vendido da série “Vagalumi”. Ele criticou a falta de diálogo e a censura, considerando-a uma agressão à democracia e à liberdade de escolha. A escola, por sua vez, não se manifestou oficialmente até o momento, apesar das diversas tentativas de contato da reportagem e de outros veículos de comunicação. Nas redes sociais, a repercussão foi intensa, com pais divididos entre apoio e crítica à decisão da instituição.
Apesar da polêmica gerada pela retirada do livro da lista de leitura, o episódio destaca a importância do debate sobre a seleção de materiais didáticos e a liberdade de expressão nas escolas. A ausência de diálogo entre a escola, pais e autor demonstra a necessidade de um espaço de discussão mais aberto e democrático para lidar com questões que envolvem diferentes perspectivas e interpretações.



