A Prefeitura, que havia dado um prazo de 30 dias, ainda não limpou o terreno público e a reportagem da CBN acompanha o caso
O descarte irregular de lixo ao lado do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Ribeirão Preto continua preocupando moradores e ativistas.
Promessas não cumpridas e situação que piora
Apesar da promessa da prefeitura de limpeza na segunda quinzena de julho, o problema persiste e, segundo relatos, a situação piorou. Moradores reclamam do mau cheiro intenso, causado por móveis, entulho de construção, eletrodomésticos, restos de madeira e até animais mortos. A prática de atear fogo ao lixo agrava ainda mais a situação, liberando substâncias tóxicas no ar.
Riscos à saúde e ao meio ambiente
De acordo com o professor ambientalista da USP, Marcelo Pereira, a contaminação do solo e da água é um risco real, dependendo do tipo de lixo descartado. A queima do material libera substâncias nocivas na atmosfera, colocando em risco a saúde dos moradores próximos. A proximidade com o CCZ também preocupa, pois animais peçonhentos podem invadir o prédio.
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Ação ineficaz e cobrança por fiscalização
A diretora da AVA (Associação Vida Animal), Cris Dias, critica a falta de ação da prefeitura e a ineficiência na gestão pública relacionada aos animais. A defensora da causa animal cobra uma maior atuação da Câmara Municipal na fiscalização e questiona a inércia dos vereadores diante do problema. A população se sente desamparada e cobra providências urgentes das autoridades.
A situação demonstra um descaso com a saúde pública e o meio ambiente, expondo a fragilidade da gestão municipal em lidar com problemas básicos de higiene e limpeza urbana. A falta de fiscalização e a inércia dos órgãos responsáveis geram preocupação e revolta entre os moradores de Ribeirão Preto.



